domingo, 29 de julho de 2012

Mário Lisboa entrevista... Isabel Campelo

Olá. A próxima entrevista é com a cantora Isabel Campelo. Desde muito cedo que se interessou pela música e desde aí desenvolveu um percurso como cantora tendo por exemplo cantado a canção "Boa Noite, Vitinho" em 1986 e o tema de genérico da telenovela "Nunca Digas Adeus" (TVI) em 2001 e também participou no Festival RTP da Canção e além da música também é professora, locutora e atriz e atualmente está a trabalhar no seu doutoramento sobre os Estúdios Namouche tendo depois escrever a tese e defende-la. Esta entrevista foi feita por via email no passado dia 7 de Maio.

M.L: Como é que surgiu o interesse pela música?
I.C: Como não sei, mas quando... terá sido bastante cedo a avaliar por algumas histórias contadas pelos meus pais.

M.L: Quais são as suas grandes influências, enquanto cantora?
I.C: Muitas e diversificadas. Desde James Taylor a Caetano Veloso passando por Sting, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho, Zeca Afonso, Tom Waits...

M.L: Qual foi o trabalho que a marcou, durante o seu percurso como cantora?
I.C: As colaborações que fiz em estúdio com nomes como Rui Veloso, Paulo de Carvalho, Zé Mário Branco, Zé Calvário, Jorge Machado, Luís Pedro Fonseca, Zé da Ponte, Guilherme Inês... no tempo em que era preciso saber cantar para gravar em estúdio!!

M.L: Além da música também é professora, locutora e atriz. Qual destas funções em que se sente melhor?
I.C: Em todas. Atriz, enfim... sou uma mera aprendiz... fiz alguns musicais e colaborações em séries de TV e bem dirigida consigo representar. Gosto muito, mas tenho consciência que não é uma competência que tenha ao mesmo nível do canto ou de outras.

M.L: Qual foi o momento que a marcou, durante o seu percurso como cantora?
I.C: Não consigo isolar "um momento”... mas uma experiência inolvidável foi sem dúvida a colaboração no espetáculo de José Mário Branco "A Noite". Absolutamente incrível!!

M.L: Como vê atualmente a música portuguesa em geral?
I.C: Vejo com bons olhos. A música cantada em Português está a voltar em grande força, existem muitos grupos com propostas interessantes. Mesmo ao nível dos que se expressam em Inglês (opção que vejo como menos interessante) existem artistas que merecem o meu respeito (David Fonseca e Rita Redshoes por exemplo).

M.L: Gostava de ter feito uma carreira internacional?
I.C: Os únicos artistas portugueses a fazerem carreiras internacionais cantam Fado ou música que de alguma forma se relaciona com esse universo musical (caso dos Madredeus). Não me identifico minimamente com estes géneros musicais.

M.L: Como lida com o público que acompanha a sua carreira há vários anos?
I.C: Tenho muito pouco conhecimento desse público...

M.L: Em 2001 cantou o tema de genérico da telenovela da TVI “Nunca Digas Adeus”. Que recordações leva dessa experiência?
I.C: Boas. Agradou de uma maneira geral e isso é sempre gratificante.

M.L: Qual foi a pessoa que a marcou, durante o seu percurso como cantora?
I.C: Os meus filhos foram as pessoas que mais me marcaram no meu percurso como cantora, como pessoa, como tudo!!

M.L: Qual o conselho que daria a alguém que queira ingressar numa carreira na música?
I.C: Trabalhar muito e se possível ser multi-instrumentista. Sobretudo aos aspirantes a cantores/cantoras tocar um instrumento parece-me fundamental assim como ter conhecimento aprofundado de música. O mercado de trabalho hoje em dia é muito concorrencial e os músicos têm muito mais formação e mais meios para a obter. Por isso, os cantores não podem (não devem) ser aqueles "analfabetos musicais com jeitinho para cantar" que durante anos foram sempre dependentes dos músicos. Um cantor tem que ser outro músico numa banda em igualdade de circunstâncias com os demais.

M.L: Como vê o futuro da Música em geral nos próximos anos?
I.C: Vejo bem! Espero que a música portuguesa continue um percurso independente do Fado, parece-me que neste momento se vive uma certa obsessão pelo Fado ainda mais depois da sua classificação como Património Imaterial da Humanidade com o devido respeito. Por outro lado agrada-me que a música dita "pimba" não ocupe o lugar na cena musical que ocupava há uns anos. Existem muitos artistas a solo e grupos emergentes muito interessantes.

M.L: Que balanço faz da sua carreira?
I.C: Positivo. Tive a oportunidade de trabalhar com grandes músicos, produtores e técnicos de som deste país alguns deles grandes personalidades também.

M.L: Quais são os seus próximos projetos?
I.C: Continuar o trabalho de campo para o meu Doutoramento (sobre os Estúdios Namouche em Lisboa), escrever a Tese e defende-la!!! Ter saúde e ver os meus filhos continuar a crescer e amadurecer. Sobreviver à crise. Ser feliz.

M.L: Qual é a coisa que gostava de fazer e não tenha feito ainda?
I.C: Fazer a Route 66 de carro e comprar uma Vespa (e andar nela, pois já uma vez comprei uma mota parecida, mas entretanto engravidei da minha primeira filha e só andei à pendura...).ML

Brevemente...

Entrevista com... Isabel Campelo (Cantora)

sábado, 28 de julho de 2012

Mário Lisboa entrevista... Piedade Maio

Olá. A próxima entrevista é com a ex-produtora Piedade Maio. Sogra da cantora Nucha, avó da também cantora Catarina Trindade e mãe de Paulo Trindade que trabalha na RTP como responsável operacional, o audiovisual surgiu na sua vida, quando tinha 17 anos ao participar em anúncios publicitários e foi a partir daí que se interessou por trabalhar numa produtora de publicidade a princípio como datilógrafa e depois desenvolveu um percurso como produtora tendo trabalhado na RTP, durante vários anos (onde produziu programas como "O Passeio dos Alegres", "Hermanias", "Jogo de Cartas", "Hermanias: Especial Fim de Ano", "Eu Tenho Dois Amores", "A Minha Vida Dava um Filme" e "Antenas no Ar") e atualmente trabalha com a sua nora, a cantora Nucha. Esta entrevista foi feita por via email no passado dia 15 de Abril.

M.L: Como é que surgiu o audiovisual na sua vida?
P.M: Eu quando tinha 17 anos fazia anúncios de publicidade e foi daí que me interessei por trabalhar numa produtora de publicidade. Inicialmente como datilógrafa.

M.L: Trabalhou na RTP, durante vários anos. Que recordações leva do tempo em que trabalhou no canal?
P.M: Tenho maravilhosas recordações, produzi muitos programas e com equipas fantásticas, pessoas que ainda hoje estão no meu coração.

M.L: Como vê atualmente a RTP?
P.M: Vejo com muito gosto... só tenho pena de não existirem mais programas como grandes musicais...

M.L: Qual foi o trabalho que a marcou, durante o seu percurso como produtora?
P.M: É difícil, porque foram tantos, mas posso referir um filme chamado "Flores Amargas" com Realização de Margarida Gil. Foi filmado no Vale do Jamor e os atores foram todos Timorenses, pessoas lindas que eu nunca vou esquecer.

M.L: Como vê atualmente o audiovisual em Portugal?
P.M: Perfeito, sempre a inovar, o que me dá muita alegria.

M.L: Qual foi a situação mais embaraçante que a marcou, durante o seu percurso como produtora?
P.M: Foi a suspensão de um programa em direto chamado "FISGA" com um grande ator João Grosso que sem pensar cantou o hino nacional em rock (foi muito complicado).

M.L: Qual foi o momento que a marcou, durante o seu percurso como produtora?
P.M: Quando recebi um telefonema no dia da primeira emissão dos “Jogos Sem Fronteiras” (RTP), onde me diziam que na hora do direto iria rebentar uma bomba (na Praça de Touros de Cascais). Claro que fiquei em choque, mas só o transmiti ao Diretor (que rapidamente chamou a Brigada). Poucas pessoas da equipa ficaram a saber... e as coisas correram muito bem!!!!

M.L: Qual foi a pessoa que a marcou, durante o seu percurso como produtora?
P.M: Muitas, não posso referir nomes, porque são tantas...

M.L: Não trabalha no audiovisual há já vários anos. Tem saudades de trabalhar nesta área?
P.M: Não tenho saudades, porque me sinto realizada profissionalmente!

M.L: Como vê o futuro do audiovisual nos próximos anos?
P.M: Sempre a inovar...

M.L: Atualmente trabalha com a sua nora, a cantora Nucha. Como vê o percurso que a sua nora fez até agora?
P.M: Atualmente ajudo a minha nora, porque é uma pessoa maravilhosa. E sempre gostei do percurso dela. Tem feito de tudo: cantora, apresentadora, júri de vários programas... É uma lutadora...

M.L: Que balanço faz do seu percurso profissional?
P.M: Fantástico...

M.L: Qual é a coisa que gostava de fazer e não tenha feito ainda?
P.M: Conseguir que a minha nora possa fazer um espetáculo no Coliseu dos Recreios, mas os apoios são só para alguns!!!!!!

M.L: O que é que gostava que mudasse nesta altura da sua vida?
P.M: Nada, estou muito feliz!!!!!ML

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Mário Lisboa entrevista... Patrícia Candoso

Olá. A próxima entrevista é com a atriz e cantora Patrícia Candoso. Estreou-se na representação em 2002 com a telenovela "Sonhos Traídos" (TVI) e interessou-se pela música desde muito cedo tendo-se estreado profissionalmente como cantora na 1ª temporada da série "Morangos com Açúcar" (TVI) da qual participou e desde aí desenvolveu um percurso com 10 anos de existência que passa pelo teatro e pela televisão (onde entrou em produções como "Mundo Meu" (TVI) e "Casos da Vida" (TVI) e além da representação e da música também teve experiência como apresentadora e recentemente cantou o tema de genérico da telenovela "Doce Tentação" (TVI) e atualmente participa no espetáculo "Cinderela on Ice" que vai estar em cena no Pavilhão Gimnodesportivo em Nazaré nos próximos dias 3 e 4 de Agosto às 21h30 e no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz nos próximos dias 10 de Agosto às 21h30 e 11 de Agosto às 18h00 e às 21h30 e na telenovela "Louco Amor" (TVI). Esta entrevista foi feita no passado dia 23 de Março no Europarque em Santa Maria da Feira na altura em que a entrevistada passou pelo concelho a propósito do espetáculo "Cinderela on Ice" que teve estreia inédita no concelho. 

M.L: Como é que está a correr o espetáculo “Cinderela on Ice”?
P.C: Está a correr muito bem. Fizemos hoje o primeiro espetáculo no gelo, já tínhamos feito a “Cinderela” só em rodas e estreamos hoje a “Cinderela on Ice” e correu tudo muito bem. Estamos muito contentes e esperamos uma ótima sala hoje à noite que vai ser a estreia para o público, porque de manhã e à tarde tivemos só escolas e agora à noite vai ser aberto ao público e estamos assim com uma expectativa positiva.

M.L: Quais são os próximos locais que o espetáculo vai passar?
P.C: Vamos estar na Figueira da Foz em Maio… eu não sei assim muito bem de cor, mas penso que também vamos estar em Olhão e agora assim de cor, eu não sei exatamente os dias, mas é fácil: basta ver na página do Facebook do Palco Partilhado (a produtora responsável pelo espetáculo “Cinderela on Ice”) e tem lá sempre a atualização dos espetáculos.

M.L: Como é que surgiu este espetáculo?
P.C: O dono desta produtora fez uma parceria com o programa “Dança Comigo no Gelo” (RTP) para o qual eu fui convidada há uns dois anos atrás e na altura eu estava a fazer a “Branca de Neve (na Floresta Encantada)” em patins de rodas e demonstrou interesse em que eu participasse nas peças e tem sido um ciclo estes últimos dois anos. Várias peças que fizemos: a “Branca de Neve…”, estreamos a “Cinderela” em rodas, temos também “O Feiticeiro da Neve”, o “Aladino (e a Gruta Mágica)” que também vamos fazer em gelo e tem sido assim uma aventura.

M.L: Qual é a personagem que interpreta neste espetáculo?
P.C: Neste espetáculo, eu sou a Fada Madrinha e faço a Cinderela, quando já é rainha ou seja a história começa comigo em Cinderela no palácio já rainha, já a viver no palácio a contar como é que ela e o Príncipe se conheceram e depois ao desenrolar todo da história no qual eu faço também a Fada Madrinha.

M.L: Como é interpretar personagens tão incontornáveis deste conto “Cinderela” como a Fada Madrinha ou a Cinderela?
P.C: É assim: por um lado é fácil, porque temos muitas referências. Temos muitas referências desta história, já houve muitas versões, já houve filmes, já houve desenhos animados, portanto há muitas, muitas versões na qual nos podemos basear. Mas basicamente o texto é diferente, é criado para esta situação e depois também canto algumas músicas, onde conto a história e depois também o patinar tem que se conjugar tudo para sair perfeito, mas não há um grande trabalho de pesquisa nem na elaboração da personagem, porque são personagens que são conhecidas do público principalmente o público jovem e também não podemos fugir muito do que é a Cinderela e do que é a Fada Madrinha. Portanto, temos que recriar um bocadinho aquilo que também já existe.

M.L: Como tem sido a reação do público a este espetáculo até agora?
P.C: Olha, tem sido positiva penso eu. A este concretamente, da “Cinderela on Ice”… como só tivemos hoje de manhã e hoje à tarde não tenho uma grande referência, mas penso que o público gostou imenso. O público da manhã principalmente era mais efusivo talvez fossem crianças mais pequeninas e manifestavam-se mais, mas normalmente tanto neste espetáculo como os outros espetáculos que temos, as crianças acabam por participar muito e para responder e dar sugestões às personagens, envolvem-se muito às vezes na história e fazem muitos comentários engraçados e se eles se envolvem na história é porque gostam e estão atentos. Acho que é bom.

M.L: Como classifica este espetáculo?
P.C: Na minha opinião apesar de ser um bocadinho suspeita, porque faço parte do projeto acho que é um projeto com muita qualidade, uma qualidade excelente de patinadores, de cantores, de atores, de performance e recomendo mesmo, porque é 100% feito por portugueses e nos tempos que correm acho que temos que cada vez mais apoiar o que é português e o que é nosso e portanto eu recomendo, claro.

M.L: Atualmente participa na telenovela “Louco Amor” que vai estrear brevemente na TVI (estreou no passado dia 6 de Maio) e onde interpreta a personagem Bia (Beatriz Sousa). Como estão a correr as gravações?
P.C: Está tudo a correr bem. Já estamos a gravar há cerca de dois meses (mais ou menos) e tem estado a correr bem, não posso adiantar muito do conteúdo da história nem da minha personagem e nem das outras personagens, mas acho que vai ser uma história muito envolvente e que o público vai gostar bastante.

M.L: A última telenovela em que participou antes de “Louco Amor” foi “Mundo Meu” da TVI em 2005. O que a levou a aceitar o convite para participar nesta telenovela?
P.C: É assim: em 2005/2006 fiz essa novela “Mundo Meu” e depois fui experimentar outras áreas também da representação como o teatro e fiz alguns telefilmes e fiz uma série para a RTP (“Um Lugar para Viver”) ao longo destes últimos anos, mas assim um grande, grande papel este é o primeiro desde essa altura. O que me levou a aceitar foi basicamente o querer também regressar à televisão num papel mais importante e porque gosto imenso de televisão, gosto imenso de representar e é sempre uma boa oportunidade.

M.L: A telenovela é da autoria de Tozé Martinho com quem já trabalhou anteriormente no teatro. O que a cativa na escrita dele?
P.C: Basicamente, fui aquilo que eu respondi há pouco, porque ele escreve histórias muito envolventes, muito reais e que facilmente o telespectador se identifica com as personagens. São histórias que não são muito ficcionadas, são histórias que podia acontecer a qualquer pessoa e acho que isso cria uma ligação boa entre o espectador e a própria novela.

M.L: A telenovela portuguesa celebra este ano 30 anos de existência. Que balanço faz destes 30 anos?
P.C: Eu acompanhei algumas coisas, durante estes anos. O balanço que eu faço é basicamente uma melhoria a todos os níveis, temos melhorado bastante. Se assim não fosse não tínhamos as audiências que temos e não tínhamos superado se calhar a (TV) Globo e outras produtoras, outras novelas que entraram no nosso mercado e na nossa televisão e hoje em dia temos um grupo muito forte de ficção nacional e em 30 anos realmente aprendemos bastante. Se calhar aprendemos também com o que de melhor se faz, porque não temos dúvidas que os brasileiros têm muitos anos também de novela e acho que aprendemos as coisas boas e melhoramos e vamos continuar.

M.L: Como é que surgiu o interesse pela representação e pela música?
P.C: Pela música sempre houve um interesse desde muito jovem que canto e cantei em coros e grupos, portanto sempre houve essa ligação. Profissionalmente surgiu através da série “Morangos com Açúcar” (TVI), foi quando surgiu cantar profissionalmente. O interesse pela representação surgiu um bocado sem eu estar à espera, nunca tinha pensado muito a sério nisso e houve uma oportunidade de um casting para uma novela que era os “Sonhos Traídos” (TVI) e resolvi ir e depois acabei por ser escolhida e foi-se desencadeando o meu interesse pela representação.

M.L: Quais são as suas grandes influências, enquanto cantora?
P.C: Tenho várias. A nível nacional, eu gosto imenso e admiro imenso a voz da Dulce Pontes, gosto muito de Sara Tavares, gosto muito de Lúcia Moniz. São assim aquelas vozes que eu me habituei a ouvir desde muito jovem. A nível internacional como é óbvio a Whitney Houston, porque na minha juventude foi o auge da Whitney Houston como cantora e era inevitável qualquer rapariga que sonhasse ser cantora gostava de ser como a Whitney Houston. Atualmente, tenho várias referências e vou ouvindo um bocadinho de tudo, porque não consigo selecionar só um estilo musical que eu gosto, porque como cantora gosto de ouvir tudo.

M.L: Qual foi o trabalho que a marcou tanto como atriz e como cantora?
P.C: Apesar de já ter feito várias coisas nas duas áreas inevitavelmente, a personagem que mais me fez crescer como atriz e que me proporcionou cantar profissionalmente foi sem dúvida a personagem que eu fiz nos “Morangos com Açúcar”, mas também foi muito importante a primeira personagem que eu fiz nos “Sonhos Traídos”… Eu não consigo eleger qual é a personagem da minha vida, porque provavelmente essa personagem ainda irá surgir, ainda irá acontecer, mas posso dizer é que todas as personagens que eu fiz são especiais em determinadas características que foram importantes na minha vida.

M.L: Além da representação e da música também teve experiência como apresentadora tendo por exemplo apresentado com o seu ex-marido, o João Catarré o programa “Destinos.pt” na RTP entre 2006 e 2007. Que recordações leva dessa experiência?
P.C: É assim: a minha formação académica é Comunicação, eu sou licenciada em Ciências de Comunicação e Jornalismo e portanto fui uma experiência (a meu ver) muito positiva e que eu ansiava fazer. Porquê? Porque era a primeira experiência que tinha realmente a ver com o meu curso e gostei bastante de fazer esse programa. Mas não continuei nessa área, porque realmente aquilo que mais gosto de fazer é representar e cantar e como é óbvio não podemos fazer tudo, temos que ir deixando coisas para trás e tentar seguir um caminho que é aquele que realmente nos faz felizes e o que mais gostamos de fazer.

M.L: Qual foi o momento que a marcou tanto como atriz e como cantora?
P.C: Não consigo assim eleger um momento, assim de repente não me recordo de nada que… Como disse, todos os momentos que eu tive, todas as personagens que eu fiz são todos diferentes e todos têm coisas importantes.

M.L: Como vê atualmente o teatro, a ficção nacional e a música portuguesa em geral?
P.C: É assim: tento ver de uma maneira positiva, porque eu acho que com o que se passa neste momento a nível nacional, tudo o que se passa com o nosso país acho que estas áreas têm tentado fazer tudo para continuar de pé e para continuar a brilhar e continuar a dar tudo pelo público e acho que neste momento temos muito bons atores, muito bons cantores e só temos que fazer uma coisa: é valorizar-nos e valorizar o que temos.

M.L: Gostava de fazer uma carreira internacional?
P.C: Gostar gostava, acho que todas as pessoas têm imensos sonhos e nesta área com certeza, um dos sonhos poderá passar por aí. Mas tenho a perfeita noção das dificuldades que isso traz, não é assim tão fácil e vê-se pela quantidade de pessoas que conseguem vingar lá fora não são assim tantas. Estou bem como estou, estou bem no meu país, se algum dia tiver que tentar alguma coisa lá fora não sei… vamos ver.

M.L: Este ano celebra 10 anos de carreira desde que começou com a telenovela “Sonhos Traídos” da TVI em 2002. Que balanço faz destes 10 anos?
P.C: Olha, eu nunca tinha pensado nisso realmente. Acho que foram 10 anos muito positivos, de muito trabalho e trabalho bom. Orgulho de todos os trabalhos que fiz. Felizmente posso dizê-lo, porque com certeza que haverá pessoas que provavelmente tenham feito um ou outro trabalho que não tenha sido tão positivo. Eu felizmente não. Nos últimos 10 anos fiz sempre o que quis e orgulho-me disso. Que engraçado, 10 anos…

M.L: Como lida com o público que acompanha a sua carreira nos últimos 10 anos?
P.C: Se calhar neste momento lido muito melhor do que há 10 anos como é lógico, porque é complicado para uma pessoa que é totalmente desconhecida e que passeia na rua despreocupada de repente ser conhecida e ter que lidar com isso. Mas normalmente as pessoas são sempre bastante carinhosas e simpáticas e nunca tive nenhum caso e nem nenhum problema em falar com as pessoas e tirar fotografias… Normalmente as pessoas são sempre muito amáveis, portanto lido bem com isso.

M.L: Recentemente cantou o tema de genérico da telenovela da TVI “Doce Tentação”. Que balanço faz dessa experiência?
P.C: Olha, fui uma situação engraçada, porque eu fui convidada para fazer a novela “Louco Amor” e entretanto surgiu esse convite que eu aceitei obviamente e com muito agrado e acho que tem sido uma boa aposta da TVI fazer genéricos cada vez com melhor qualidade e eu gostei particularmente. Gosto imenso da música, acho-a muito divertida, acho que está muito bem escolhida para aquela telenovela e para aquele genérico e acho que tem sido um sucesso. A própria novela tem tido muito boas audiências e ainda bem.

M.L: Qual foi a pessoa que a marcou tanto como atriz e como cantora?
P.C: Na primeira novela que eu fiz tive a oportunidade de contracenar com grandes atores: Ruy de Carvalho, Eunice Muñoz, Helena Isabel, Artur Agostinho e sem dúvida a pessoa que mais me marcou e da qual eu senti imenso carinho e imensa admiração foi o Artur Agostinho que infelizmente já morreu há sensivelmente um ano e foi sem dúvida uma pessoa que eu adorei conhecer e que sempre se mostrou muito amável, muito profissional e fui uma pessoa brilhante nas áreas todas que abraçou. Portanto, basicamente em todos os níveis no panorama nacional é sem dúvida a figura que mais admiro.

M.L: Recentemente, Portugal conquistou o seu segundo Emmy com a telenovela da SIC “Laços de Sangue”. Como vê este reconhecimento internacional?
P.C: Acho muito bom. Só nos faz pensar que realmente melhoramos imenso, que o nosso trabalho está a ser reconhecido e vamos lá ver… espero que a novela que eu estou a fazer também ganhe um Emmy…

M.L: Qual o conselho que daria a alguém que queira ingressar numa carreira na música ou na representação?
P.C: Eu não dou conselhos, porque acho que às vezes dão-se muitos conselhos e pouco se acerta. A única coisa que eu digo é que para além de ser ter um talento ou uma apetência para fazer o que quer que seja tem que se trabalhar bastante. O saber cantar ou saber representar ou ter jeito só por si não chega. É importante, mas tem que se trabalhar muito, tem que se estudar, tem que se aprender e pelo menos é a minha experiência. Eu comecei nesta profissão como tu disseste há 10 anos, mas sempre tive o cuidado de continuar a estudar, de terminar os meus estudos. E acho que isso é muito importante de nós estudarmos, de nós termos a vontade de aprender e trabalharmos, porque se não for assim o talento só por si não chega. Esta é a minha opinião.

M.L: Quais são os seus próximos projetos (depois de “Cinderela on Ice” e “Louco Amor”)?
P.C: Sei lá, eu ainda não comecei… Não faço ideia mesmo, não faço ideia. Agora tenho uns largos meses pela frente de gravações, este projeto vai continuar e temos outros como o “Aladino (on Ice)” que vai estar no Casino Estoril no mês de Maio e mês de Junho e depois não sei. Durante o Verão normalmente não há uma grande quantidade de espetáculos infantis, mas no Natal (Novembro e Dezembro) são sempre meses de muito trabalho, portanto até ao final do ano é basicamente isto.

M.L: Qual é a coisa que gostava de fazer e não tenha feito ainda?
P.C: Cinema, provavelmente.ML