sábado, 30 de janeiro de 2016

"Doce Pássaro da Juventude" no Teatro Nacional São João até 31 de Janeiro


Está em cena até ao próximo dia 31 de Janeiro no Teatro Nacional São João no Porto, a peça "Doce Pássaro da Juventude" de Tennessee Williams, encenada por Jorge Silva Melo e com a participação de atores como Maria João Luís, Rúben Gomes, Américo Silva, Catarina Wallenstein e Nuno Pardal. 

Alvo de uma adaptação cinematográfica realizada por Richard Brooks e protagonizada por Paul Newman e Geraldine Page em 1962, esta 2ª produção de um ciclo da companhia Artistas Unidos dedicado a Tennessee Williams estreou originalmente em Abril de 2015 no Teatro São Luiz e é sobre Chance Wayne (Rúben Gomes), um jovem que regressa à terra de onde, sem êxito, saíra à conquista do Mundo. Acompanha-o Alexandra Del Lago (Maria João Luís), uma atriz decadente, em fuga do fracasso do seu último filme, de quem espera ainda auxílio para vingar no mundo do Cinema. Ao mesmo tempo, Chance tenta reencontrar-se com Heavenly Finley (Catarina Wallenstein), a filha de um poderoso político local (Américo Silva) que de certa forma forçou-o a sair da terra há vários anos.

TV Spot "Doce Pássaro da Juventude"


Trailer "Corações na Penumbra" (1962)

Mário Lisboa

domingo, 3 de janeiro de 2016

"Amor Impossível"


Estreou no passado dia 24 de Dezembro, a longa-metragem "Amor Impossível" que marca o regresso de António-Pedro Vasconcelos (http://mlisboaentrevista.blogspot.pt/2014/11/mario-lisboa-entrevista-antonio-pedro.html) à realização logo após "Os Gatos Não Têm Vertigens" (2014) e conta com a participação de atores como Victoria Guerra, José Mata, Soraia Chaves, Ricardo Pereira, Lia Carvalho, Guilherme Filipe (http://mlisboaentrevista.blogspot.pt/2011/06/mario-lisboa-entrevista-guilherme.html), Manuela Couto e Maria D'Aires.

Escrita por Tiago R. Santos (http://mlisboaentrevista.blogspot.pt/2014/09/mario-lisboa-entrevista-tiago-r-santos.html), esta história inspirada em factos verídicos retrata o desaparecimento de Cristina (Victoria Guerra). Tiago (José Mata), o seu namorado, afirma que ela foi raptada, mas é uma história em que Madalena (Soraia Chaves) e Marco (Ricardo Pereira), os dois investigadores da Polícia Judiciária responsáveis pelo caso, têm dificuldade em acreditar. Ao seguir as pistas que antecederam o crime, “Amor Impossível” caminha entre duas narrativas paralelas: a de Cristina, uma jovem que busca um amor total e sem limites; e a de Madalena, uma mulher que, ao investigar o desaparecimento, é confrontada com as insuficiências da sua própria relação.

Trailer de "Amor Impossível"

Reportagem do programa "Janela Indiscreta" (RTP) sobre "Amor Impossível"
















Mário Lisboa

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Mário Lisboa entrevista... Bruna Diogo dos Santos

O interesse pela representação surgiu quando era muito nova, tendo subido ao palco pela 1ª vez aos 9 anos de idade, e desde aí tem desenvolvido um percurso promissor muito versátil. Sonhadora e lutadora, também tem experiência em áreas tão diferentes como, por exemplo, o Direito, a Moda e a escrita, e deseja querer mais e nunca desistir. Esta entrevista foi feita no passado dia 22 de Novembro.


M.L: Quando surgiu o interesse pela representação?
B.D.D.S: Eu não me recordo bem, era muito criança. Sempre gostei de fazer teatrinhos em casa, inventar diálogos, personagens, histórias para as novelas que via e fazia as cenas sozinha, fechada no quarto. Quantas vezes não me devem ter apanhado a falar sozinha! Eu aprendi a ler antes de entrar na escola, porque pedia muito aos meus avós e eles iam-me ensinando as letras. Quando aprendi o meu avô ofereceu-me um livro seu: “Este livro que vos deixo” de António Aleixo. A primeira edição de 1969. Ainda o tenho e é nele que encontrei a primeira peça pela qual me apaixonei: “Auto da Vida e da Morte”. Acabei a fazê-la imensas vezes. Aos 9 anos subi ao palco pela primeira vez, na escola. Percebi que a paixão não existia só em casa: eu tinha muito que queria mostrar àquele público todo. E percebia que queria aperfeiçoar e sentir aquilo tudo o resto da minha vida!

M.L: Quais são as suas referências, enquanto atriz?
B.D.D.S: Muitas! Nas várias vertentes que ocupam a Arte da Representação. Vejo Meryl Streep e Anthony Hopkins como dois grandes estandartes da atualidade internacional. Tenho um fascínio por James Dean, James Franco e Charlie Chaplin. Na realidade portuguesa, os nomes ainda são mais envolventes, por serem tão nossos: admiro a Eunice Muñoz, o Júlio César, o Filipe Duarte, o João Perry. São todos grandiosos, é difícil referir todos!

M.L: De tudo o que tem desenvolvido até agora a nível profissional, qual foi o mais marcante para si nomeadamente do ponto de vista emocional e pessoal?
B.D.D.S: Felizmente tenho mais do que uma coisa: tenho vários momentos e conquistas marcantes a nível pessoal e profissional. Aos 17 anos vir estudar para Lisboa foi, de ambos os pontos, uma das melhores apostas que realizei. Também o dia em que terminei o Mestrado em Direito tem uma importância única. Lutei muito pela Dissertação que escrevi e acabei com um resultado mais positivo do que esperava. Ao mesmo tempo prossegui com a minha aprendizagem no Teatro, subi ao palco com personagens que guardo com imenso amor e apostei muito na formação. Trabalhar com a Lídia Franco, o Bruno Schiappa ou Marcia Haufrecht são passagens que me marcam não apenas enquanto aprendiz de atriz, mas sem dúvida, como pessoa e mulher. Aqueles minutos de trabalho do ator, traz-nos uma perceção maior de nós. Crescemos imenso enquanto fazemos trabalho de interpretação. E depois, o apoio da minha família e amigos, e todos os momentos em que estou com eles, marcam do ponto de vista emocional. São antes de outra pessoal qualquer, aqueles que mais força me dão para abrir as asas.

M.L: Além da representação, também tem experiência em áreas tão diferentes como, por exemplo, o Direito, a Moda e a escrita. O que a move sendo muito nova a seguir áreas muito distintas?
B.D.D.S: Esta é a minha maneira de ser, sempre foi. Desde criança que não me lembro de querer ser só uma coisa. Sempre quis fazer muito mais, experimentar tudo o que pudesse para me conhecer melhor e saber se gosto ou não gosto. E se gostasse, prosseguir com isso. Escrevo desde muito cedo, é quase um vício, algo intrínseco a mim. Uma necessidade constante de explorar a minha forma de pensar e de enraizar nas folhas de papel. A ideia de criar é muito própria da minha identidade. Estou sempre a inventar alguma coisa! Sou naturalmente insatisfeita. O que pode ser uma vantagem quando pretendemos crescer tanto pessoal como profissionalmente, mas que também nos pode dar algum stress. Há que saber gerir as coisas. E eu, ao longo do tempo, tenho tentado fazê-lo. A Moda e a Fotografia surgiram mais tarde do que é comum: nunca fui muito virada para a ideia de ser modelo. Era uma “Maria-Rapaz”! Por volta dos 19 anos convidaram-me a fazer sessões fotográficas e eu experimentei. Adorei! Investi e é algo que faço essencialmente por mim. O Direito é o meu Trabalho e uma verdadeira paixão!

M.L: Como vê, hoje em dia, tanto o meio artístico como judicial a nível global?
B.D.D.S: O Mundo não vai muito bem, especialmente no meio político e judicial. Mas há uma abertura maior de ideias, uma consciencialização, uma geração potenciadora de valores e isso é maior que todas as coisas más que o Mundo possa estar a passar e é a isso que temos que nos agarrar. Acredito que temos muito para melhorar, que o Direito está a evoluir, que cada vez há mais pessoas a compreender a Arte e as diversas formas de Arte. Que estamos, verdadeiramente, a conseguir mudar um pouco o Mundo para melhor. Se calhar sou positiva demais. Mas preciso de acreditar que somos capazes.

M.L: Qual conselho que daria a alguém que queira ingressar numa carreira na representação?
B.D.D.S: Humildade, ambição e Formação! E em primeiro lugar: experimentar! Experimentar a arte do teatro faz bem, mesmo que a pessoa não queira seguir essa área. Faz mesmo bem, e mais que não seja, serve para saber se gostamos de nos expor a um determinado ponto ou não. Conheço muitas pessoas que fazem Teatro porque se sentem bem e isso é capaz de ser a maneira mais genuína de sentir a Arte da Representação. Quem quer seguir esta profissão tem inevitavelmente que apostar na formação. Crescemos e ganhamos uma noção de palco que não se tem cá fora: ainda há a ideia de que é muito fácil construir uma personagem e não se pensa em todo o trabalho de pesquisa, de entendimento, de construção de um Mundo que existe à volta de um ser que será interpretado por nós.

M.L: Que balanço faz do percurso profissional que tem desenvolvido até agora?
B.D.D.S: Positivo! Há coisas que fiz, que não esperava já ter feito. Outras que já gostava de ter feito e ainda não fiz. Coisas que gosto que não esperava gostar, e também o contrário. Mas quero mais. Para a frente é o caminho.

M.L: Qual é a coisa que gostava de fazer e não tenha feito ainda nesta altura da sua vida?
B.D.D.S: Ah, umas quantas! Gostava que o estágio de advocacia já tivesse terminado, mas não posso mudar o sistema que o faz ser tão longo. E já gostava de ter viajado até alguns locais que ainda não consegui, mas que se encontram na lista. A ideia é nunca desistir destes sonhos e lutar para que eles se realizem. Sempre.ML

sábado, 21 de novembro de 2015

"I'll See You in My Dreams"


Em 2003, o multifacetado Filipe Melo lançou-se na criação de uma curta-metragem dentro do género de terror que era pouco explorado em Portugal na altura e que hoje em dia é um clássico de culto.

Realizado pelo espanhol Miguel Ángel Vivas, "I'll See You in My Dreams" passa-se numa vila inexplicavelmente assombrada por uma praga de zombies e Lúcio (Adelino Tavares) é a única pessoa que os pode combater. Com problemas matrimoniais, esconde Ana (Sofia Aparício), a sua mulher entretanto transformada numa terrível zombie com um comportamento violento, na cave da sua casa. Entretanto, Lúcio descobre novamente o amor com Nancy (São José Correia), mas a relação está ameaçada pelas estranhas criaturas e pela ciumenta mulher. Conseguirá Lúcio resolver todos os seus problemas com uma pistola e um punhal?

"I'll See You in My Dreams" na íntegra

"I'll See You in My Dreams" em destaque no "VHS-Vilões, Heróis e Sarrabulho", com a presença de Filipe Melo

Mário Lisboa

"Os Pés no Arame" no Teatro da Trindade até 20 de Dezembro


Estreou no passado dia 19 de Novembro no Teatro da Trindade, a peça "Os Pés no Arame" que é encenada por Renato Godinho que também protagoniza ao lado de Igor Regalla, Sara Prata e Sofia Nicholson (http://www.mlisboaentrevista.blogspot.pt/2014/11/mario-lisboa-entrevista-sofia-nicholson.html).

Escrita pelo jornalista da SIC, Rodrigo Guedes de Carvalho, e em cena até 20 de Dezembro, é uma autópsia à condição humana no amor e nos (não) relacionamentos. Um universo de mundos de afetos e a falta deles, o que nos une e o que cada vez mais nos separa. O Amor, onde tudo começa e tudo acaba.

Mário Lisboa

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Mário Lisboa entrevista... Rita Frazão

Estreou-se na representação em 1996 com a telenovela "Roseira Brava" (RTP) e desde aí tem desenvolvido um apaixonante percurso como atriz que já conta com quase 20 anos de existência. Sonhadora e admiradora da sua arte, também tem experiência como professora na área teatral, e, atualmente, participa na telenovela "Coração D'Ouro" que está em exibição na SIC. Esta entrevista foi feita no passado dia 17 de Novembro.

M.L: Quando surgiu o interesse pela representação?
R.F: O interesse surgiu num grupo cultural de Paço de Arcos! Eu fazia alguns saraus de poesia e começamos a fazer teatro! E das primeiras experiências fiz logo uma peça que me envolveu muito, "A Birra do Morto" de Vicente Sanches! A partir daí não quis parar, tinha 15 anos e tornou-se num vício meu fazer teatro! 

M.L: Quais são as suas referências, enquanto atriz?
R.F: Quando era mais miúda a primeira atriz que me apaixonou foi a Meryl Streep no filme “África Minha” (1985)! Depois segui sempre o seu percurso e acho-a fascinante enquanto atriz! Acho que as minhas referências tendem a ir mudando mas esta é assim uma atriz que mantive como uma referência, um bom exemplo mesmo como atriz, mulher e todo seu percurso e escolhas! Muitas vezes os atores não têm escolha! Isso é sempre triste!  

M.L: De todos os trabalhos que tem feito até agora como atriz, qual foi o mais marcante para si nomeadamente do ponto de vista emocional?
R.F: Há personagens que realmente nos tocam mais, às vezes não tanto pela densidade mas até por naquele momento da nossa vida serem mais próximas! A personagem que mais me emocionou foi a Filomena (da peça “Queres Fazer Amor Comigo?”), uma mulher funcionária pública muito repreendida pela sociedade mas principalmente por ela mesma! Uma mulher sofrida e incapaz de sentir qualquer prazer pela vida! Foi um processo intenso e difícil para mim mas estas personagens difíceis de chegar são as melhores em termos de processo! Depois o resultado é muito gratificante! 

M.L: Como vê, hoje em dia, a arte da representação a nível global?
R.F: Globalmente hoje creio que os atores e atrizes se tornaram muito os reis e rainhas do pop! Mas isto é só uma ideia muito generalista! Isto acontece quando a arte é deixada para trás! Felizmente não é sempre assim! Continuo a acreditar na profissão de ator como algo realmente significativo na sociedade! Os atores comunicam e contam histórias, comovem, fazem-nos rir e chorar. São veículos, agentes, médiuns! É aqui que moram as musas da inspiração; o romantismo, a análise, a intuição, a razão, o conceptual. Admiro muito esta profissão e tenho muito respeito!

M.L: Em 2016 celebra 20 anos de carreira, desde que se estreou como atriz com a telenovela “Roseira Brava” da RTP em 1996. Que balanço faz destes 20 anos?
R.F: 20 anos! Pois nem acredito! Sinto-me uma miúda ainda! Cresci muito, enquanto ser humano essencialmente! Caí muito, levantei, desisti várias vezes, voltei a apaixonar-me. Perdi-me e encontrei-me! Sou otimista e tenho muita fé e assim nada me assusta! 

M.L: Também tem experiência como professora na área teatral. De que forma esta passagem pelo ensino artístico modificou-a tanto como atriz e como pessoa?
R.F: Dar aulas foi uma descoberta fantástica! Nunca quis ser aquela professora que vai parar ao ensino porque não consegue trabalhar na sua área. Sofri esse trauma com uma professora de biologia! Mas curiosamente tudo aconteceu em simultâneo e descobri que adoro ensinar e até sei algumas coisas... E principalmente descobri que o teatro muda mesmo muitas vidas! Fazer a diferença na vida de outras pessoas é uma dádiva muito especial! Aprendo muito a dar aulas! 

M.L: Qual conselho que daria a alguém que queira ingressar numa carreira na representação?
R.F: Acho que é mais interessante a ideia de ser atriz do que realmente sê-lo! Acredito em talentos mas acho que nada se consegue sem trabalho e dedicação! Creio que Disciplina e empenho são as chaves para qualquer profissão.

M.L: Qual é a coisa que gostava de fazer e não tenha feito ainda nesta altura da sua vida?
R.F: Sonhos vou ter sempre, muitos mesmo! Mas a nível profissional, ainda falta muita coisa e ainda bem! Pessoalmente adorava viajar num balão! Ou fazer a Route 66! Sonhos que vão chegar!ML