quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

"A Queda de Wall Street"


Estreou em Dezembro de 2015 (EUA)/Janeiro de 2016 (Portugal), a longa-metragem "A Queda de Wall Street" que é realizada e co-escrita por Adam McKay e com a participação de atores como Christian Bale, Steve Carell, Ryan Gosling, Brad Pitt (que também é um dos produtores), Melissa Leo (http://mlisboaentrevista.blogspot.pt/2015/05/mario-lisboa-entrevista-melissa-leo.html) e Marisa Tomei.

Atualmente nomeada para 5 Óscares incluindo Melhor Filme e Melhor Realizador (Adam McKay), esta comédia negra é inspirada num livro da autoria do jornalista e escritor Michael Lewis que por seu lado é inspirado na história verídica de 4 homens (Christian Bale, Steve Carell, Ryan Gosling, Brad Pitt) que anteciparam o colapso global da economia dos EUA e tiveram uma ideia: apostar na crise imobiliária e lucrar com a tragédia que se avizinhava. Quando, já em 2008, e tal como eles previram, o mercado colapsa e a economia sofre um enorme revés, esses investidores fazem uma autêntica fortuna. Assim, enquanto as instituições financeiras responsáveis pelo que aconteceu são socorridas com o dinheiro dos contribuintes, milhões de cidadãos perdem as suas casas, os seus empregos e as suas reformas numa autêntica catástrofe financeira que ainda hoje se repercute de várias maneiras.

Trailer "A Queda de Wall Street"


Mário Lisboa

domingo, 7 de fevereiro de 2016

"Quarteto" no Teatro Carlos Alberto até 7 de Fevereiro


Está em cena até 7 de Fevereiro no Teatro Carlos Alberto no Porto, a peça "Quarteto" de Heiner Müller, encenada por Carlos Pimenta e protagonizada por Lígia Roque (http://mlisboaentrevista.blogspot.pt/2014/07/mario-lisboa-entrevista-ligia-roque.html) e Albano Jerónimo.

Inspirada no clássico texto de Choderlos de Laclos, "Ligações Perigosas", que foi adaptado ao cinema por realizadores como Stephen Frears e Milos Forman, esta co-produção Teatro Nacional São João/Centro Cultural de Belém retrata um duelo amoroso entre dois ex-amantes, Merteuil (Lígia Roque) e Valmont (Albano Jerónimo), onde neste prenúncio do fim alimentam-se das histórias do passado, mas os seus corpos já não são alvo do desejo de outrora.

TV Spot "Quarteto"                                                          


Mário Lisboa                         

sábado, 30 de janeiro de 2016

"Doce Pássaro da Juventude" no Teatro Nacional São João até 31 de Janeiro


Está em cena até ao próximo dia 31 de Janeiro no Teatro Nacional São João no Porto, a peça "Doce Pássaro da Juventude" de Tennessee Williams, encenada por Jorge Silva Melo e com a participação de atores como Maria João Luís, Rúben Gomes, Américo Silva, Catarina Wallenstein e Nuno Pardal. 

Alvo de uma adaptação cinematográfica realizada por Richard Brooks e protagonizada por Paul Newman e Geraldine Page em 1962, esta 2ª produção de um ciclo da companhia Artistas Unidos dedicado a Tennessee Williams estreou originalmente em Abril de 2015 no Teatro São Luiz e é sobre Chance Wayne (Rúben Gomes), um jovem que regressa à terra de onde, sem êxito, saíra à conquista do Mundo. Acompanha-o Alexandra Del Lago (Maria João Luís), uma atriz decadente, em fuga do fracasso do seu último filme, de quem espera ainda auxílio para vingar no mundo do Cinema. Ao mesmo tempo, Chance tenta reencontrar-se com Heavenly Finley (Catarina Wallenstein), a filha de um poderoso político local (Américo Silva) que de certa forma forçou-o a sair da terra há vários anos.

TV Spot "Doce Pássaro da Juventude"


Trailer "Corações na Penumbra" (1962)

Mário Lisboa

domingo, 3 de janeiro de 2016

"Amor Impossível"


Estreou no passado dia 24 de Dezembro, a longa-metragem "Amor Impossível" que marca o regresso de António-Pedro Vasconcelos (http://mlisboaentrevista.blogspot.pt/2014/11/mario-lisboa-entrevista-antonio-pedro.html) à realização logo após "Os Gatos Não Têm Vertigens" (2014) e conta com a participação de atores como Victoria Guerra, José Mata, Soraia Chaves, Ricardo Pereira, Lia Carvalho, Guilherme Filipe (http://mlisboaentrevista.blogspot.pt/2011/06/mario-lisboa-entrevista-guilherme.html), Manuela Couto e Maria D'Aires.

Escrita por Tiago R. Santos (http://mlisboaentrevista.blogspot.pt/2014/09/mario-lisboa-entrevista-tiago-r-santos.html), esta história inspirada em factos verídicos retrata o desaparecimento de Cristina (Victoria Guerra). Tiago (José Mata), o seu namorado, afirma que ela foi raptada, mas é uma história em que Madalena (Soraia Chaves) e Marco (Ricardo Pereira), os dois investigadores da Polícia Judiciária responsáveis pelo caso, têm dificuldade em acreditar. Ao seguir as pistas que antecederam o crime, “Amor Impossível” caminha entre duas narrativas paralelas: a de Cristina, uma jovem que busca um amor total e sem limites; e a de Madalena, uma mulher que, ao investigar o desaparecimento, é confrontada com as insuficiências da sua própria relação.

Trailer de "Amor Impossível"

Reportagem do programa "Janela Indiscreta" (RTP) sobre "Amor Impossível"
















Mário Lisboa

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Mário Lisboa entrevista... Bruna Diogo dos Santos

O interesse pela representação surgiu quando era muito nova, tendo subido ao palco pela 1ª vez aos 9 anos de idade, e desde aí tem desenvolvido um percurso promissor muito versátil. Sonhadora e lutadora, também tem experiência em áreas tão diferentes como, por exemplo, o Direito, a Moda e a escrita, e deseja querer mais e nunca desistir. Esta entrevista foi feita no passado dia 22 de Novembro.


M.L: Quando surgiu o interesse pela representação?
B.D.D.S: Eu não me recordo bem, era muito criança. Sempre gostei de fazer teatrinhos em casa, inventar diálogos, personagens, histórias para as novelas que via e fazia as cenas sozinha, fechada no quarto. Quantas vezes não me devem ter apanhado a falar sozinha! Eu aprendi a ler antes de entrar na escola, porque pedia muito aos meus avós e eles iam-me ensinando as letras. Quando aprendi o meu avô ofereceu-me um livro seu: “Este livro que vos deixo” de António Aleixo. A primeira edição de 1969. Ainda o tenho e é nele que encontrei a primeira peça pela qual me apaixonei: “Auto da Vida e da Morte”. Acabei a fazê-la imensas vezes. Aos 9 anos subi ao palco pela primeira vez, na escola. Percebi que a paixão não existia só em casa: eu tinha muito que queria mostrar àquele público todo. E percebia que queria aperfeiçoar e sentir aquilo tudo o resto da minha vida!

M.L: Quais são as suas referências, enquanto atriz?
B.D.D.S: Muitas! Nas várias vertentes que ocupam a Arte da Representação. Vejo Meryl Streep e Anthony Hopkins como dois grandes estandartes da atualidade internacional. Tenho um fascínio por James Dean, James Franco e Charlie Chaplin. Na realidade portuguesa, os nomes ainda são mais envolventes, por serem tão nossos: admiro a Eunice Muñoz, o Júlio César, o Filipe Duarte, o João Perry. São todos grandiosos, é difícil referir todos!

M.L: De tudo o que tem desenvolvido até agora a nível profissional, qual foi o mais marcante para si nomeadamente do ponto de vista emocional e pessoal?
B.D.D.S: Felizmente tenho mais do que uma coisa: tenho vários momentos e conquistas marcantes a nível pessoal e profissional. Aos 17 anos vir estudar para Lisboa foi, de ambos os pontos, uma das melhores apostas que realizei. Também o dia em que terminei o Mestrado em Direito tem uma importância única. Lutei muito pela Dissertação que escrevi e acabei com um resultado mais positivo do que esperava. Ao mesmo tempo prossegui com a minha aprendizagem no Teatro, subi ao palco com personagens que guardo com imenso amor e apostei muito na formação. Trabalhar com a Lídia Franco, o Bruno Schiappa ou Marcia Haufrecht são passagens que me marcam não apenas enquanto aprendiz de atriz, mas sem dúvida, como pessoa e mulher. Aqueles minutos de trabalho do ator, traz-nos uma perceção maior de nós. Crescemos imenso enquanto fazemos trabalho de interpretação. E depois, o apoio da minha família e amigos, e todos os momentos em que estou com eles, marcam do ponto de vista emocional. São antes de outra pessoal qualquer, aqueles que mais força me dão para abrir as asas.

M.L: Além da representação, também tem experiência em áreas tão diferentes como, por exemplo, o Direito, a Moda e a escrita. O que a move sendo muito nova a seguir áreas muito distintas?
B.D.D.S: Esta é a minha maneira de ser, sempre foi. Desde criança que não me lembro de querer ser só uma coisa. Sempre quis fazer muito mais, experimentar tudo o que pudesse para me conhecer melhor e saber se gosto ou não gosto. E se gostasse, prosseguir com isso. Escrevo desde muito cedo, é quase um vício, algo intrínseco a mim. Uma necessidade constante de explorar a minha forma de pensar e de enraizar nas folhas de papel. A ideia de criar é muito própria da minha identidade. Estou sempre a inventar alguma coisa! Sou naturalmente insatisfeita. O que pode ser uma vantagem quando pretendemos crescer tanto pessoal como profissionalmente, mas que também nos pode dar algum stress. Há que saber gerir as coisas. E eu, ao longo do tempo, tenho tentado fazê-lo. A Moda e a Fotografia surgiram mais tarde do que é comum: nunca fui muito virada para a ideia de ser modelo. Era uma “Maria-Rapaz”! Por volta dos 19 anos convidaram-me a fazer sessões fotográficas e eu experimentei. Adorei! Investi e é algo que faço essencialmente por mim. O Direito é o meu Trabalho e uma verdadeira paixão!

M.L: Como vê, hoje em dia, tanto o meio artístico como judicial a nível global?
B.D.D.S: O Mundo não vai muito bem, especialmente no meio político e judicial. Mas há uma abertura maior de ideias, uma consciencialização, uma geração potenciadora de valores e isso é maior que todas as coisas más que o Mundo possa estar a passar e é a isso que temos que nos agarrar. Acredito que temos muito para melhorar, que o Direito está a evoluir, que cada vez há mais pessoas a compreender a Arte e as diversas formas de Arte. Que estamos, verdadeiramente, a conseguir mudar um pouco o Mundo para melhor. Se calhar sou positiva demais. Mas preciso de acreditar que somos capazes.

M.L: Qual conselho que daria a alguém que queira ingressar numa carreira na representação?
B.D.D.S: Humildade, ambição e Formação! E em primeiro lugar: experimentar! Experimentar a arte do teatro faz bem, mesmo que a pessoa não queira seguir essa área. Faz mesmo bem, e mais que não seja, serve para saber se gostamos de nos expor a um determinado ponto ou não. Conheço muitas pessoas que fazem Teatro porque se sentem bem e isso é capaz de ser a maneira mais genuína de sentir a Arte da Representação. Quem quer seguir esta profissão tem inevitavelmente que apostar na formação. Crescemos e ganhamos uma noção de palco que não se tem cá fora: ainda há a ideia de que é muito fácil construir uma personagem e não se pensa em todo o trabalho de pesquisa, de entendimento, de construção de um Mundo que existe à volta de um ser que será interpretado por nós.

M.L: Que balanço faz do percurso profissional que tem desenvolvido até agora?
B.D.D.S: Positivo! Há coisas que fiz, que não esperava já ter feito. Outras que já gostava de ter feito e ainda não fiz. Coisas que gosto que não esperava gostar, e também o contrário. Mas quero mais. Para a frente é o caminho.

M.L: Qual é a coisa que gostava de fazer e não tenha feito ainda nesta altura da sua vida?
B.D.D.S: Ah, umas quantas! Gostava que o estágio de advocacia já tivesse terminado, mas não posso mudar o sistema que o faz ser tão longo. E já gostava de ter viajado até alguns locais que ainda não consegui, mas que se encontram na lista. A ideia é nunca desistir destes sonhos e lutar para que eles se realizem. Sempre.ML

sábado, 21 de novembro de 2015

"I'll See You in My Dreams"


Em 2003, o multifacetado Filipe Melo lançou-se na criação de uma curta-metragem dentro do género de terror que era pouco explorado em Portugal na altura e que hoje em dia é um clássico de culto.

Realizado pelo espanhol Miguel Ángel Vivas, "I'll See You in My Dreams" passa-se numa vila inexplicavelmente assombrada por uma praga de zombies e Lúcio (Adelino Tavares) é a única pessoa que os pode combater. Com problemas matrimoniais, esconde Ana (Sofia Aparício), a sua mulher entretanto transformada numa terrível zombie com um comportamento violento, na cave da sua casa. Entretanto, Lúcio descobre novamente o amor com Nancy (São José Correia), mas a relação está ameaçada pelas estranhas criaturas e pela ciumenta mulher. Conseguirá Lúcio resolver todos os seus problemas com uma pistola e um punhal?

"I'll See You in My Dreams" na íntegra

"I'll See You in My Dreams" em destaque no "VHS-Vilões, Heróis e Sarrabulho", com a presença de Filipe Melo

Mário Lisboa