sexta-feira, 26 de julho de 2019

"E o Estado não é de quem manda?-Variações sobre Antígona de Sófocles e textos do quotidiano"


Estreou hoje (26 de Julho) em Luanda, no âmbito da 4ª edição do Circuito Internacional de Teatro que atualmente está a decorrer em Angola e com sessão extra no próximo dia 28 de Julho, o espetáculo "E o Estado não é de quem manda?-Variações sobre Antígona de Sófocles e textos do quotidiano", com dramaturgia de António Sofia e João de Mello Alvim, encenação de João de Mello Alvim e protagonizado por Alexandra Diogo (https://mlisboaentrevista.blogspot.com/2015/06/mario-lisboa-entrevista-alexandra-diogo.html), António Sofia e Mariana Teiga.

Alexandra Diogo, Mariana Teiga, António Sofia

Estreada originalmente no passado dia 11 de Julho no Cine-Teatro Louletano em Loulé, esta produção da associação Folha de Medronho-Artes Performativas revisita "Antígona", o grande clássico da tragédia grega, para dar contornos de atualidade às reflexões instigadas pela história original de Sófocles.

Alexandra Diogo
António Sofia
Mariana Teiga
Mário Lisboa

sábado, 20 de julho de 2019

"Édipo-Cegos que guiam cegos"


Termina amanhã (21 de Julho) no Teatro Romano de Lisboa, o espetáculo "Édipo-Cegos que guiam cegos", a partir de Sófocles, encenado por Beto Coville e protagonizado pelo próprio, Carlos Carvalho, Diogo Lopes, Eurico Lopes, Inês Oneto, João Araújo, Luísa Ortigoso, Nuno Pereira, Sandra Celas e Sofia Brito.

Sandra Celas, Diogo Lopes, Eurico Lopes, João Araújo, Luísa Ortigoso, Inês Oneto, Nuno Pereira, Sofia Brito, Carlos Carvalho, Beto Coville
Estreado no passado dia 4 de Julho e integrado no Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida, "Édipo-Cegos que guiam cegos" é a 9ª produção da companhia Teatro Livre e une mitos, valores sociais e familiares na mesma história. Reflete um mundo teocêntrico, regido por deuses que traçam o destino da vida dos homens. Na história, o papel do poder da crença enquanto forma vital de sobrevivência, personificada pelos oráculos, aparece em contraponto com o livre arbítrio do homem, dono do seu destino e senhor do seu futuro. Ao fugir do destino traçado pelos deuses, Laio e Jocasta (Sandra Celas) entregam o seu filho Édipo (Diogo Lopes) à morte, pois o oráculo previu que ele iria matar o seu pai e desposar a sua mãe.

Diogo Lopes ("Édipo")
Diogo Lopes ("Édipo") & Sandra Celas ("Jocasta")
Eurico Lopes ("Creonte") & Diogo Lopes ("Édipo")
Diogo Lopes ("Édipo") & Beto Coville (Encenador/"Servo")
Sandra Celas ("Jocasta")
Luísa Ortigoso ("Anciã"/"Tirésias") & Carlos Carvalho ("Soldado")
Mário Lisboa

"Bonecas"


Termina amanhã (21 de Julho) no Teatro Carlos Alberto no Porto, o espetáculo "Bonecas", com texto cénico e encenação de Ana Luena, direção artística de Ana Luena e José Miguel Soares e protagonizado por Mariana Magalhães, Matilde Magalhães, Nádia Yracema e Susana Sá (https://mlisboaentrevista.blogspot.com/2019/04/mario-lisboa-entrevista-susana-sa.html).


Em "Bonecas", Ana Luena parte de um conto inédito de Afonso Cruz e da "brutalidade bela" da pintura de Paula Rego para escrever uma dramaturgia em torno das noções de território, identidade e memória. Inserindo "Bonecas" no âmbito do programa da Malvada Associação Artística ao explorar o retrato e processos de desterritorialização por desvinculação, a encenadora integra igualmente no espetáculo a experiência partilhada com um grupo de raparigas de um centro de acolhimento temporário e um grupo de mulheres vítimas de violência doméstica de uma casa abrigo. A severidade e crueldade destes territórios femininos tornam as suas vítimas cativas da sua própria condição. Como num tableau vivant, as personagens de "Bonecas" expressam-se em relações dicotómicas de vulnerabilidade e força e numa inversão de papéis onde submissão e dominação se confundem. Cruzando exercícios de improvisação, criação de cenas, desenho de personagens, técnicas de role-play com fotografia, cria-se uma narrativa rizomática, “como um livro que cose diferentes cadernos numa só lombada”. Nessa “cartografia de multiplicidades” que o teatro e a fotografia oferecem, "Bonecas" trabalha possibilidades de reconstrução identitária, de reconhecimento e pertença.

Susana Sá, Mariana Magalhães, Matilde Magalhães, Nádia Yracema

Mário Lisboa

domingo, 9 de junho de 2019

"3GODS" no Teatro da Trindade até 16 de Junho


Está em cena no Teatro da Trindade até ao próximo dia 16 de Junho, o espetáculo "3GODS" que é escrito e encenado por Rui Neto (https://mlisboaentrevista.blogspot.com/2015/06/mario-lisboa-entrevista-rui-neto.htmle protagonizado por Luís Gaspar, Rodrigo Tomás e São José Correia.



Estreado no passado dia 9 de Maio, "3GODS" define-se como uma metáfora para os dias de hoje, onde os deuses se tornam refugiados numa Europa em crise, pronta a colapsar (eventualmente na iminência do domínio russo), tentando sobreviver como uma família de classe média. Para além da adaptação à realidade, sofrem a mesma crise de valores que o mundo à sua volta, mergulhados em conflitos, frustrações e mentiras, numa eterna busca por resgatar a memória. É um espetáculo que parte da família, como instituição para a criação de novos mundos, e as suas falhadas tentativas na busca de identidade. Encontra âncoras dramatúrgicas na mitologia, trazendo para cena o conflito de três divindades como personagens centrais.

São José Correia, Luís Gaspar, Rodrigo Tomás
São José Correia & Rodrigo Tomás
São José Correia & Luís Gaspar
Luís Gaspar
Rodrigo Tomás
Mário Lisboa

quarta-feira, 22 de maio de 2019

"Desculpa, Não Percebi" no Centro Cultural da Malaposta até 26 de Maio


Está em cena no Centro Cultural da Malaposta até ao próximo dia 26 de Maio, o espetáculo "Desculpa, Não Percebi" que é da autoria de Isabel Medina (https://mlisboaentrevista.blogspot.com/2011/09/mario-lisboa-entrevista-isabel-medina.html), Diana Costa e Silva e Rafaela Covas e protagonizado por Diana Costa e Silva, Rafaela Covas, Raquel Oliveira e DJ Tita Machado.


Estreado originalmente no Teatro da Comuna em Outubro de 2018, "Desculpa, Não Percebi" é um espetáculo em que as próprias intervenientes levantam e se interrogam sobre vários aspetos da vida. Questões como "Quem sou eu? Quem és tu? Quem somos nós? Quantos sou eu? Quantos és tu? Quantos somos nós? Quero brincar. Queres brincar? Como é que te sentiste?" são levantadas e que definem os seus próprios caminhos.

Diana Costa e Silva
Rafaela Covas
Raquel Oliveira
Diana Costa e Silva, Rafaela Covas, Raquel Oliveira
Mário Lisboa

sábado, 18 de maio de 2019

"Tchékhov é um Cogumelo" no Teatro Nacional São João nos dias 18 e 19 de Maio


Estreia hoje no Teatro Nacional São João no Porto, como parte da programação deste ano do FITEI-Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, o espetáculo "Tchékhov é um Cogumelo", que foi estreado originalmente no Brasil em 2017, encenado por André Guerreiro Lopes e protagonizado por Helena Ignez (https://mlisboaentrevista.blogspot.com/2013/01/mario-lisboa-entrevista-helena-ignez.html), Djin Sganzerla e Michele Matalon.


Em 1900, Anton Tchékhov escreveu "As Três Irmãs", metáfora da crise do diálogo, da ação e do sonho, num tempo às portas da revolução que intuiu. Em "Tchékhov é um Cogumelo", André Guerreiro Lopes faz dela uma síntese poética e política, uma espécie de haiku sensorial onde ecoa o presente do seu país, "em que as pessoas se sentem presas num círculo de angústia e ansiedade em relação ao futuro". Três atrizes de gerações distintas (três irmãs ou a mesma mulher em três tempos da vida) trazem excertos da peça de Tchékhov para um espaço-tempo cuja tessitura se faz de elementos de texto, música, dança e recursos audiovisuais. Este "cogumelo" multimédia remete para o transe do tempo cénico, esse "agora" atemporal do teatro. Para ele contribui singularmente André Guerreiro Lopes, ao meditar na boca de cena durante todo o espetáculo, sendo a sua atividade cerebral transformada em impulsos elétricos que acionam uma instalação visual e sonora, interferindo na ação. Neste jogo cénico imiscui-se uma entrevista de 1995 ao diretor do Teatro Oficina, Zé Celso, feita pelo próprio encenador ainda jovem, sobre a montagem radical mas abortada de "As Três Irmãs" em 1972, em plena ditadura brasileira. Esse sonho de criação e memória de resistência elevam "Tchékhov é um Cogumelo" a um horizonte de esperança.









Mário Lisboa