domingo, 9 de fevereiro de 2014

Mário Lisboa entrevista... Mário Santos

Olá. A próxima entrevista é com o columbófilo Mário Santos. Natural de Lobão, Santa Maria da Feira, desde muito cedo que se interessou pela Columbofilia, sendo um dos mais respeitados columbófilos do concelho de Santa Maria da Feira, tendo sido premiado ao longo dos anos pelo contributo que tem dado à Columbofilia como praticante e como dirigente. Esta entrevista foi feita no passado dia 11 de Janeiro na casa do entrevistado.

M.L: Quando surgiu o interesse de ser columbófilo?
M.S: Toda a minha vida tive um carinho especial pelo pombo-correio. Desde criança que gostava bastante dos pombos-correios. Oficialmente, foi aos 20 anos que comecei a dedicar-me à columbofilia de um modo geral.

M.L: Quais foram as pessoas que o influenciaram ao longo do seu percurso na Columbofilia?
M.S: Gostar dos pombos é uma questão que nasce com a pessoa. Particularmente, eu não tive uma referência que me incentivasse, o meu gosto pelos pombos é que me incentivou a cuidar dessa ave extraordinária que é o pombo-correio.

M.L: Houve algum momento que tenha sido marcante para si, durante o seu percurso como columbófilo?
M.S: Um dos momentos mais importantes foi, talvez, a primeira vez em que me tornei campeão na Columbofilia.

M.L: Além da Columbofilia, também é trabalhador na Construção Civil. Como vê a instabilidade que se tem sentido, nos últimos anos, nessa área específica?
M.S: Vejo com grande apreensão, porque está um pouco estagnada e como tal vejo o futuro um bocado cinzento, mas há que ter esperança e fé de que realmente as coisas melhorem.

M.L: Tem sido premiado, ao longo dos anos, pelo contributo que tem dado à Columbofilia. Como é que se sente ao ver o contributo que tem dado a esta atividade a ser reconhecido pelo seus pares?
M.S: Felizmente, ainda há muita gente que reconhece o trabalho que é feito pelos dirigentes a nível da Columbofilia. Há mais de 20 anos que eu sou diretor desportivo da Columbofilia ininterruptamente e as pessoas reconhecem o trabalho que é feito ano após ano. O reconhecimento vem com naturalidade.

M.L: Qual foi o título que mais o marcou em termos desportivos?
M.S: Foi o Campeonato de Fundo do Distrito de Aveiro em 2005. Foi a maior vitória que eu alcancei.

M.L: Como vê, atualmente, a Columbofilia?
M.S: Com alguma apreensão e uma certa tristeza derivado ao abandono de bastantes columbófilos a nível nacional e esta crise tem contribuído para que isso aconteça.

M.L: Qual o conselho que daria a alguém que queira exercer a atividade da Columbofilia?
M.S: O conselho que eu daria é que tenha a preocupação de ter bons pombos, pois só assim é que se consegue chegar longe na Columbofilia e que tenha amor e paixão pelo pombo-correio.

M.L: Que balanço faz do percurso existencial que tem feito até agora?
M.S: A nível columbófilo, tenho um palmarés rico de várias vitórias ao longo destes anos. A nível pessoal, os meus objetivos foram sempre conseguidos pulso a pulso e com muita dedicação e perseverança que tenho comigo na vida.

M.L: Qual é a coisa que gostava de fazer e não tenha feito ainda?
M.S: Eu nunca me dou por realizado tanto a nível desportivo como a nível profissional e familiar. Tento fazer sempre algo mais do que aquilo que tenho conseguido. Perseverança e luta no meu dia-a-dia para conseguir sempre um pouco mais os meus objetivos alcançados.

M.L: O que é que gostava que mudasse nesta altura da sua vida?
M.S: Nesta altura da minha vida, eu não queria que mudasse grande coisa. A única coisa que eu queria que mudasse era a estagnação em que o país se encontra. É isso que eu desejo.ML

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