Olá. A próxima entrevista é com o realizador brasileiro Attílio Riccó. Pai do também realizador Rodrigo Riccó, desde muito cedo que se interessou pelo audiovisual, tornando-se num dos mais respeitados realizadores do meio audiovisual lusófono, com um percurso que passa, essencialmente, pela televisão (onde trabalhou em produções como "Os Imigrantes" (TV Bandeirantes), "Amor com Amor Se Paga" (TV Globo), "Pantanal" (TV Manchete), "Nunca Digas Adeus" (TVI), "Sonhos Traídos" (TVI), "Morangos com Açúcar" (TVI), "Inspetor Max" (TVI), "Floribella" (SIC), "Vingança" (SIC), "Rebelde Way" (SIC), "Sedução" (TVI) e "Louco Amor" (TVI). Vive, atualmente, em Portugal, e também têm experiência no teatro como encenador, e foi diretor artístico da extinta TV Manchete, e um dos seus sonhos é montar, em Portugal, a peça "Trair e Coçar É Só Começar", que está em cena no Brasil desde 1986, da qual encena, e é, no Livro do Guinness, a segunda peça com maior duração em cena do Mundo. Esta entrevista foi feita, por via email, no passado dia 30 de Junho.
M.L: Quando surgiu o interesse pelo audiovisual?
A.R: O meu Pai tinha
cinemas, com 13 anos já trabalhava num. Imagina...
M.L: Como realizador, trabalha, essencialmente, na Televisão.
Gostava de ter trabalhado no Cinema?
A.R: Além da Televisão,
sempre encenei muito Teatro. Por falta de oportunidade, ainda não fiz Cinema, a
não ser publicitário, e como ator num único filme.
M.L: Qual foi o trabalho que mais o marcou, durante o
seu percurso como realizador?
A.R: São muitos e muitos
trabalhos em 45 anos de ficção. Talvez o "Pantanal" (TV Manchete) ou
o "Éramos Seis" (a primeira versão na TV Tupi) ou o “Amor com Amor Se
Paga” (TV Globo). Portanto, muitos marcaram a minha carreira, alguns até com o
Prémio APCA, de melhor Diretor do ano.
M.L: Em 2002, corealizou a telenovela “Sonhos Traídos”
que foi exibida na TVI e protagonizada por Cristina Carvalhal, Mafalda Vilhena,
Susana Arrais e Danae Magalhães. Que recordações guarda desse trabalho?
A.R: Ficou as saudades de
um belo trabalho e de um maravilhoso elenco.
M.L: Como vê, atualmente, a ficção nacional?
A.R: Poderia estar bem
melhor em vários aspetos. Devemos levar mais em consideração que a atual
CRISE também vêm afetando a ficção, principalmente, no que diz respeito à
produção.
M.L: Vive em Portugal, mas nasceu no Brasil. O que o
levou a querer viver em Portugal?
A.R: Fui convidado para
realizar "Nunca Digas Adeus" (TVI). Vim, gostei e fiquei.
M.L: Como vê, hoje em dia, Portugal, em termos
artísticos?
A.R: Portugal sempre teve
e sempre terá, uma grande importância no meio artístico internacional.
M.L: É pai do também realizador Rodrigo Riccó. Como vê
o percurso que o seu filho tem feito até agora?
A.R: Gosto da evolução do
Rodrigo, a cada trabalho que realiza, seja ficção ou entretenimento. Tenho
muito orgulho.
M.L: Também têm experiência no Teatro como encenador.
Entre a realização e a encenação, em qual destas funções em que se sente
melhor?
A.R: Na televisão, estou
totalmente à vontade. São, realmente, muitos anos. Sinto a falta de encenar
mais peças de teatro. No Brasil, eram, pelo menos, 5 por ano, aqui devo ter
encenado 5 em 12 anos.
M.L: Foi diretor artístico da extinta TV Manchete. Que
recordações guarda do tempo em que exerceu o cargo?
A.R: A Manchete foi uma
experiência marcante na minha vida profissional.
M.L: Qual o conselho que daria a alguém que queira
ingressar numa carreira na realização?
A.R: Em primeiro lugar, que
tenham o curso de dramaturgia. Realizar não é só marcar os atores em cena. É,
principalmente, dirigir os atores em cena. Motivo pelo qual, no Brasil, somos
Diretores e não realizadores.
M.L: Que balanço faz do percurso que tem feito até
agora como realizador?
A.R: Em Televisão, por
tudo o que fiz, por tudo o que ganhei, por tudo o que aprendi e contínuo
aprendendo.
M.L: Quais são os seus próximos projetos?
A.R:
Um dos meus sonhos é montar, em Portugal, a peça "Trair e Coçar É Só
Começar". Em cartaz há 27 anos no Brasil, com minha Direção, na qual já
nos deu alguns prémios, homenagens e somos, no Livro do Guinness, a segunda
peça com maior duração em cartaz do Mundo.ML
Adoro demais todos os trabalhos do talentoso e maravilhoso Atillio Riccó! Magnifico diretor! Fui atriz de teatro e meu sonho era ser dirigido por este gênio ! Mas como parei na carreira e hoje sou modelo da terceira idade, e por minha felicidade sempre desfilo no programa que seu talentoso filho Rodrigo Riccó dirigi . Talentos Brasileiros que amo! Linda matéria com este brilhante diretor. Forte abraço Graça Assumpção Moreira.
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