Uma semana depois de ter estreado nos EUA, estreou em Portugal no passado dia 22 de Setembro o biopic "Snowden" que marca o regresso de Oliver Stone à realização 4 anos depois do intenso "Selvagens" (2012) e com um elenco muito bom de que fazem parte, por exemplo, Joseph Gordon-Levitt, Shailene Woodley, Melissa Leo (http://mlisboaentrevista.blogspot.pt/2015/05/mario-lisboa-entrevista-melissa-leo.html), Zachary Quinto, Tom Wilkinson, Scott Eastwood, Timothy Olyphant, Rhys Ifans e Nicolas Cage.
Exibido no Toronto International Film Festival e no San Sebastián Film Festival, "Snowden" retrata a história verídica do controverso Edward Snowden que em 2013 divulgou informação confidencial da Agência de Segurança Nacional (NSA), o que o levou a exilar-se na Rússia onde vive atualmente. Uma figura dos nossos tempos, cujo o seu futuro está incerto e que tanto é um herói para alguns como traidor para outros.
Oliver Stone, Joseph Gordon-Levitt, Shailene Woodley, Melissa Leo e Zachary Quinto no Toronto International Film Festival a propósito de "Snowden"
Natural de Chaves, o interesse pelo jornalismo surgiu de uma maneira muito natural, começando muito nova a experimentar essa área e tem-se revelado como um grande talento jornalístico que nunca deixa um desafio de lado. Desde 2003 a trabalhar na SIC, também tem experiência na apresentação de programas sobre automóveis ("TV Turbo" & "Volante"), e considera-se como alguém que tem muito para aprender. Esta entrevista foi feita no passado dia 24 de Setembro.
M.L: Quando surgiu o interesse pelo jornalismo?
L.C: Sempre fui curiosa
por natureza e desde muito pequena que falava muito nas aulas. De alguma forma
o bichinho do jornalismo sempre esteve dentro de mim. Depois tive a
oportunidade de participar em algumas experiências que alimentaram ainda mais a
minha paixão pelo jornalismo. Aos 11 anos, já tinha escrito para o jornal
"O Primeiro de Janeiro" e pouco tempo depois comecei a trabalhar numa
rádio local, a antiga "Rádio Larouco", com uma rubrica de culinária
de segunda a sexta-feira. Ao mesmo tempo, tive bons professores de português
que sempre me incentivaram e foram muito criteriosos na aprendizagem e uso
da língua portuguesa. Em casa, sempre senti a liberdade de escolha. Os meus
pais nunca fizeram qualquer tipo de imposição.
M.L: Quais são as suas referências nesta área?
L.C: São tantas e tenho a
sorte de trabalhar numa casa feita de grandes jornalistas. É um privilégio
poder aprender todos os dias, desde o primeiro dia, com "senhores e
senhoras" do rigor, da isenção e da verdade. Sem querer ser injusta,
destaco exemplos como o José Manuel Mestre, o Pedro Coelho ou a Cândida Pinto. Mas
quero deixar claro que a SIC está cheia de grandes profissionais em todas
as áreas.
M.L: Desde 2003 que trabalha na SIC e tinha 11 anos de
idade, quando o canal foi lançado em 1992. Como vê a evolução que a SIC tem
tido, desde que ingressou no canal até agora?
L.C: A comunicação social
é o espelho do que se passa no mundo. A realidade está em permanente mutação e
de forma cada vez mais rápida. Creio que a SIC tem sabido adaptar-se
constantemente e responder de forma assertiva aos desafios, sem perder a
identidade e os valores-base do jornalismo.
Liliana Carvalho na condução do programa diário "Opinião Pública" na SIC Notícias
M.L: De todos os trabalhos que tem feito até agora como
jornalista, qual foi o mais marcante para si a nível de profundidade e investir
o seu tempo?
L.C: Sou uma pessoa que
gosta de desafios. Em televisão não há tarefas mais importantes do que outras,
mas cada uma tem as suas especificidades. Seja em que papel for, de pivô, a
repórter, passando pela coordenação, tento dar a cada segundo o melhor de mim. Já
passei por várias áreas e acredito que todos os dias crescemos um bocadinho
como pessoas. São os nossos princípios que fazem a diferença na vida, como no
jornalismo. De todas as formas, tenho muito para aprender.
M.L: É natural de Chaves e desde 1999 que vive em
Lisboa. Gostava de, um dia, regressar ao Norte no que toca a viver e trabalhar lá?
L.C: Sou de Chaves e muito
orgulhosa de ser flaviense. Preciso sempre de voltar às minhas origens, até
porque é lá que está grande parte da minha família. Adotei Lisboa como cidade
do meu coração há muitos anos e depois de ter vivido em Madrid, senti ainda
mais saudades do Tejo, do mar, da serra, da luz, dos encantos da cidade que me
acolheu também. Não se pode prever o futuro a longo prazo, não sei onde irei
parar, mas para já, é aqui a minha vida.
M.L: Tem experiência na apresentação de programas
sobre automóveis (“TV Turbo” & “Volante”). Como olha para o futuro da
indústria automóvel nos próximos anos?
L.C: As vendas
de automóveis servem muitas vezes de indicador do estado da economia de um
país. Quanto à indústria do setor automóvel diria que está em ebulição com
enormes desafios pela frente. Não é possível travar a revolução tecnológica e a
necessidade de eficiência energética.
M.L: Qual conselho que daria a alguém que queira
ingressar numa carreira na área jornalística?
L.C: Creio que
deveria procurar conhecer a realidade do mercado laboral e conhecer
todo o processo que envolve o trabalho jornalístico antes de tomar uma decisão.
É-se jornalista 24h sobre 24h. Não é daquelas profissões que dá para desligar
ao sair do local de trabalho e voltar a ligar no dia seguinte. Parece-me que
muitos jovens não têm uma noção clara dos sacrifícios pessoais e familiares que
a nossa profissão exige. Querer ser jornalista tem que vir do âmago do nosso
ser. Só assim é possível ultrapassar desafios e obstáculos e são muitos.
Ninguém quererá saber se passámos a noite em branco, se estamos tristes, se
temos problemas. O nosso "eu" fica de fora, na hora de informar os
portugueses, porque eles merecem o melhor de nós.
M.L: Que balanço faz do percurso que tem desenvolvido
até agora como jornalista?
L.C: É um balanço muito
positivo, com a noção que o caminho que tenho pela frente é muito longo e que
tenho muito ainda para aprender e para dar.
M.L: Qual é a coisa que gostava de fazer e não tenha
feito ainda nesta altura da sua vida?
L.C: Termino esta entrevista como comecei. Falta tanta
coisa e acho que faltará sempre, até ao meu último dia de vida. Porque é assim
que eu sou: "insatisfeita por natureza".ML
Nicolau Breyner, recentemente condecorado como Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique a título póstumo, é um dos meus grandes ídolos e também uma das minhas principais influências na vida nomeadamente pela sua carreira multifacetada que desenvolveu ao longo de 56 anos, pela sua maneira de estar na vida e pela marca que deixou no Mundo, mais concretamente este país lusitano chamado Portugal, e por isso eu estava com expectativas enormes em 2009 quando estreou o thriller policial, "Contrato", que marcou a sua estreia na realização para cinema após vários anos a realizar para televisão.
Baseado no livro "Requiem por D. Quixote" de Dinis Machado e com um elenco liderado por Pedro Lima e Cláudia Vieira, "Contrato" retrata Peter McShade (Pedro Lima), um hitman atormentado, e a sua jornada de cumprir o contrato de assassinar o poderoso mafioso Georgios Thanatos (Nicolau Breyner) e na altura foi um sucesso de bilheteira apesar de ter sido alvo de saco de pancada por parte da crítica. O que para mim foi injusto, pois apesar de não ser um filme perfeito, eu acho que é uma decente primeira realização de Nicolau Breyner que fez o melhor filme possível, apesar das limitações tanto de orçamento como de dias, e rodeado dos melhores profissionais do meio audiovisual português. E eu tenho que salientar a minha cena favorita de todo o filme que é uma conversa muito tarantinesca* entre McShade e Thanatos, pois uma das coisas que eu gosto imenso em cinema principalmente é de momentos em que as personagens apenas falam.
"Contrato" é apesar de tudo uma boa diversão no cinema, um bom entretenimento para se ver por exemplo num sábado à noite e também um contributo português para o género noir merecedor de ser mais visto nem que seja para conhecer um pouco mais do lado realizador do chamado "Pai da Ficção Nacional".
Mário Lisboa
*Referência ao realizador/guionista Quentin Tarantino
O controverso Oliver Stone é um dos meus realizadores favoritos desde há imenso tempo e também uma figura interessante que eu admiro muito por exemplo pela sua maneira de ver os EUA e o Mundo e pelos seus filmes que retratam temas não muito simpáticos e que mexem com as pessoas e numa altura em que se aproxima a estreia de "Snowden", que marca o seu regresso à realização, é um bom pretexto para relembrar um grande épico político da sua autoria que me marcou imenso na altura da minha adolescência.
"Nixon" é um biopic de 3 horas sobre o polémico Richard M. Nixon (1913-1994) que assumiu a presidência dos EUA entre 1969 e 1974 e que terminou devido ao escandâlo Watergate que levou à sua demissão sendo até hoje o único Presidente americano demissionário e foi nomeadamente um sucesso crítico tendo sido nomeado para 4 Óscares nas categorias de Melhor Ator (Anthony Hopkins), Melhor Atriz Secundária (Joan Allen), Melhor Argumento Original (Stephen J. Rivele, Christopher Wilkinson e Oliver Stone) e Melhor Banda Sonora Original (John Williams).
Oliver Stone & Anthony Hopkins ("Richard M. Nixon")
Oliver Stone, Anthony Hopkins, James Woods ("H. R. Haldeman")
Oliver Stone, Anthony Hopkins, Joan Allen ("Pat Nixon")
"Nixon" foi um dos primeiros filmes que eu vi de Oliver Stone, pois eu vi-o pela primeira vez aos 14 anos em DVD, e na altura fiquei bastante satisfeito com o filme não só pela direção de Stone e as interpretações de Hopkins, Allen e grande parte do elenco, mas também pela abordagem não muito convencional e de proporções shakespearianas que optaram ao contar a conturbada história de Nixon, além de por exemplo a belíssima fotografia de Robert Richardson, um dos meus diretores de fotografia favoritos, a edição e a muito apropriada banda sonora de John Williams.
"Nixon" é um filme que eu aconselhava a ver a quem tenha ambições políticas ou a quem queira aprender mais sobre a História americana nomeadamente o período dos anos 60/70, nem que seja para assistir a esta masterclass de representação que é a interpretação de Anthony Hopkins como Richard M. Nixon.
O interesse pelo Cinema surgiu muito cedo e o ponto mais alto desse interesse foi quando foi ver o clássico blockbuster de Steven Spielberg, "Parque Jurássico" (1993), pela primeira vez e desde aí nunca deixou de lado o gosto pela Sétima Arte, sendo o criador do blogue "Revolta da Pipoca 2". Também é ator de teatro amador, profissionalmente tem experiência no Ensino como formador e como professor e nesta altura da sua vida gostava de ter um filho. Esta entrevista foi feita no passado dia 19 de Agosto.
M.L: Quando surgiu o interesse pelo Cinema?
J.B: Não sei se existe um
momento particular uma vez que sempre gostei de ver filmes. Em pequeno via as
VHS que a família tinha lá em casa e via vezes sem conta. O clube de vídeo era
como uma segunda casa. O interesse pelo Cinema (com letra grande) talvez tenha
surgido no dia em que fui ver o "Jurassic Park" ao cinema. Foi a
primeira vez que vi magia no grande ecrã. Percebi aí que o Cinema era algo
especial. A partir daí foi o descalabro para a carteira e para o espaço em
casa. Comecei a colecionar filmes em VHS, cadernetas, bonecos. Mais tarde
surgiram os DVDs e comecei a minha coleção que dura até hoje. Hoje sou mais
seletivo na escolha dos filmes que compro. O espaço já não é muito para tantos filmes
e também custa a sair da carteira.
M.L: Quais são as suas referências, enquanto cinéfilo?
J.B: Isso é uma pergunta
difícil. Sou um tipo que gosta de muitas coisas de todos os géneros. Muito do
que eu acho que é referência para mim vem diretamente dos anos 80/90. Foram as
décadas que definiram o meu gosto primário de cinema. Fui uma pessoa que
cresceu a ver os filmes que saíam da máquina de sonhos do Spielberg (“Regresso
ao Futuro” (1985), “Quem Tramou Roger Rabbit?” (1988), “Os Goonies” (1985), “O
Micro-Herói” (1987), “Poltergeist-O Fenómeno” (1982), “Gremlins-O Pequeno
Monstro” (1984), “E.T.-O Extra-Terrestre” (1982), etc.). De certa forma, esses
filmes marcaram a pessoa que sou hoje. Um pouco mais tarde, o cinema de ação
dos anos 90. (Jean-Claude) Van Damme, (Arnold) Schwarzenegger, (Steven) Seagal,
e claro os meus preferidos Stallone e Jackie Chan são muito daquilo que hoje
gosto. Na minha idade adulta, tenho de referir como referência o realizador
Alfred Hitchcock. É impressionante como um realizador é capaz de tantas
obras-primas e ser inspiração para tantos outros realizadores.
M.L: Profissionalmente tem experiência no Ensino como
formador e como professor. Houve algum momento marcante, durante essa
experiência, que pudesse destacar?
J.B: Infelizmente atualmente
não estou ligado à área do ensino. Curiosamente, quando fui professor e
formador, tentei sempre ligar a área do cinema nas aulas. Lembro-me de uma
situação numa aula de Francês. Estava ainda no primeiro ano de ensino, e numa
turma do 9º ano tinha uma aula planeada em que mostrava um excerto do filme
"O Fabuloso Destino de Amélie" (2001). Confesso que na altura tinha
muitas dúvidas em como os miúdos iriam reagir ao filme. É um filme
"diferente" do que eles estavam habituados a ver e era um filme
francês. Pensei mesmo que não iriam gostar. O que é certo é que os alunos
adoraram e quase me obrigaram a passar o filme na íntegra. De resto, fui sempre
tentando integrar algum filme às aulas. Umas vezes mais bem-sucedido que noutras.
M.L: No que toca ao cinema é o criador do blogue “Revolta
da Pipoca 2” (http://revoltadapipoca2.blogspot.pt/)e artisticamente é ator de teatro amador. Gostava de, um dia,
começar a trabalhar no meio artístico profissionalmente?
J.B: Trabalhar na área do
cinema não seria a minha praia. Gostava de experimentar a representação, mas
confesso que não faço por isso. Ainda por cima em Portugal, isso seria quase
impossível conseguir sobreviver do cinema. Já no teatro, se fosse mais novo,
talvez ainda fosse estudar essa arte. Gosto muito de pisar um palco, do nervoso
que é cada momento antes de entrar em cena, da preparação das personagens que
interpreto. Mas é algo que não ambiciono a nível profissional. O teatro amador
é algo que me fascina.
M.L: É um enorme fã do action hero Sylvester Stallone que fez 70 anos de idade
recentemente. Como olha para o percurso que o Sly tem desenvolvido pelo menos
nos últimos 40 anos?
J.B: Para começar devo
dizer uma coisa: sou tão fã do Stallone que devo ser o único que se diverte com
o "Oscar-A Mala das Trapalhadas" (1991) ou o "Pára! Ou a Mamã
Dispara" (1992). Eu Stallone porque sim. Porque vejo que há ali mais que
uma action star. Se bem que ser
apenas action star não é nada mau.
Todos os rapazes da minha geração cresceram a ver porrada com estas estrelas de
ação. A rivalidade com o Schwarzenegger é mais que batida e reconhecida pelos
dois. Eu sempre fui mais do Team Stallone, por achar que este é muito melhor ator
que o “Terminator”. Uma
pessoa que vê o primeiro “Rocky”, o primeiro “Rambo”, “Copland-Zona Exclusiva”
(1997), “Creed: O Legado de Rocky” (2015), tem de admitir que ele é um grande ator.
Poderá não ter feito as melhores escolhas de filmes para fazer, mas caramba, é
um grande ator. Sempre comparei a vida de Stallone com a vida do seu alter-ego
Rocky. Ora, o Stallonefoi um tipo que
começou do nada. Escreveu um filme, “Rocky”
(1976), num fim-de-semana, vendeu os direitos desse guião a uma
produtora com a condição de ser ele a protagonizar o filme. Deram-lhe essa
oportunidade e foi um estrondo. Torna-se numa das maiores estrelas de Hollywood. A certa altura da carreira
anda meio perdido, com algumas opções duvidosas na escolha de filmes. Envelhece
e tenta mostrar que ainda anda por cá. Faz uns filmes em que mostra que
realmente é bom ator. Esta é a história do Stalloneem poucas linhas. A história de Rocky não é muito diferente. Balboaé um zé-ninguém
mas que gosta de lutar. Dão-lhe a oportunidade de lutar com o campeão do mundo.
Depois do combate torna-se numa super-estrela. A certa altura da carreira anda
meio perdido, com algumas opções duvidosas. Envelhece e tenta mostrar que ainda
anda por cá. Consegue-o.
M.L: Um dos seus guilty
pleasures favoritos é o muito odiado “Terra-Campo de Batalha” (2000) de
Roger Christian e protagonizado por John Travolta. O que o cativa mais naquele
que foi considerado pelos Razzies como o Pior Filme dos anos 2000 (https://www.youtube.com/watch?v=DKlEE18R5d8)?
J.B: Hoje em dia já começo
a dar razão aos críticos. Tudo naquele filme é mau. Mas é isso que me fascina.
Sempre fui um bocado do contra. E quando todos andavam a massacrar o filme, eu
conseguia vê-lo várias vezes. Na altura em que vi o filme pela primeira vez, o
Travolta era o meu ator favorito. Gostava muito daquela fase dele depois do “Pulp
Fiction” (1994), com os filmes “A Outra Face” (1997), “Jogos Quase Perigosos”
(1995), “A Filha do General” (1999), “Cidade Louca” (1997), etc. Aqui era
Travolta num filme de ficção científica, género que adoro. E confesso que o
filme me divertia. Nada no filme faz sentido, mas é isso que gosto. É daqueles
que de tão mau que é bom.
M.L: Que balanço faz do percurso tanto existencial
como profissional que tem desenvolvido até agora?
J.B: Isso é uma pergunta
muito profunda para uma pessoa que não tem assim tanta profundidade. Sou do
mais banal que existe, com um percurso banal, que passou por estudar, começar a
trabalhar, casar. E no meio disto tudo ver filmes, muitos filmes. Só tenho pena
que a minha mulher não me acompanhe em todos os filmes que vejo. Mas pronto,
não se pode ter tudo. Profissionalmente, gostaria que as coisas no nosso país
se alterassem drasticamente para conseguir exercer aquilo que estudei que é o
ensino. Não conseguindo, faço o que for preciso para me sustentar a mim e à
família, desde que consiga sempre ter tempo para ir ao cinema ou sentar-me no
sofá a ver um filme.
M.L: Qual é a coisa que gostava de fazer e não tenha
feito ainda nesta altura da sua vida?
J.B: Se calhar a resposta
mais óbvia a esta pergunta é um filho. Mas é isso mesmo. Quero ser pai de um
menino ou menina, e poder educar a criança aos meus olhos e da mulher.ML