Entrevista com... Diogo Infante (Ator)
domingo, 22 de junho de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
Mário Lisboa entrevista... Natacha de Noronha
Olá. A próxima entrevista é com a atriz Natacha de Noronha. Estreou-se na representação em 1991 e desde aí tem desenvolvido um percurso como atriz que passa, essencialmente, pelo teatro. Além da representação, também tem experiência como assistente de encenação, produtora e figurinista, e em 2008 fundou, juntamente com Anna Carvalho e Carlos Piecho, a companhia Gteatro. Esta entrevista foi feita no passado dia 11 de Maio.
M.L: Quando surgiu o interesse pela representação?
N.D.N: Aos 15 anos, quando
os meus amigos resolveram juntar-se a um grupo de jograis que se estava a
formar. E como fazíamos muitas coisas interessantes juntos, lá fui.
M.L: Quais são as suas influências, enquanto atriz?
N.D.N: Tudo e todos. Tanto
grandes interpretações de atores como situações do quotidiano. Essencialmente, o
Sentimento, real ou ficcionado (para mim no exercício da minha profissão), é
sempre real.
M.L: Faz, essencialmente, teatro. Gostava de trabalhar
mais no audiovisual (Cinema e Televisão)?
N.D.N: Gosto muito de ser dirigida e de novas
abordagens e conceitos. Estabeleço então para mim o meu próprio desafio:
absorver, tomar como meu o que me é pedido que seja na linguagem estética e
técnica que me é proposta.
M.L: Qual foi o trabalho que mais a marcou, até agora,
durante o seu percurso como atriz?
N.D.N: Não sei especificar trabalhos, mas foram
vários os momentos de transcendência, tanto em palco, como em teatro de rua
como em cinema.
M.L: Além da representação, também tem experiência
como assistente de encenação, produtora e figurinista. Em qual destas funções
em que se sente melhor?
N.D.N: Atriz. Absolutamente.
M.L: Qual foi o momento que mais a marcou, até agora,
durante o seu percurso como atriz?
N.D.N: O período que sucedeu os quatro anos que fiz
de pausa da representação para descanso, e durante os quais fui convidada a
assinar uma coluna de crítica de teatro para uma publicação de artes enquanto
trabalhava intensamente no “backstage”
como figurinista, assistente de encenação, apoio à cenografia e adereços. A
aprendizagem resultante da constante observação e intervenção de um ponto de
vista exterior revelou-se surpreendente.
M.L: Como vê, atualmente, o teatro e a ficção
nacional?
N.D.N: Melhores dias virão, mas piores também já os
vi. Prevalecem os interesses (sejam eles de que natureza forem…) e os círculos
herméticos, mas… como sempre penso, “a coisa há-de se compor”.
M.L: Gostava de fazer uma carreira internacional?
N.D.N: Com a internacionalização da carreira advém o
seu reconhecimento fora de portas e o seu reforço “cá dentro”. É sempre um bom
caminho. Melhor será que não sejamos reconhecidos “cá dentro” apenas porque nos
valorizaram em terras estrangeiras! Mas penso que este raciocínio é válido para
qualquer profissão.
M.L: Em 2014, celebra 23 anos de carreira, desde que
se estreou como atriz no teatro em 1991. Que balanço faz destes 23 anos?
N.D.N: “Segue o teu coração” nem sempre é um
conselho sensato, mas 23 anos depois de uma “mera experiência” que logo se revelou
apaixonante, este era O conselho.
M.L: Em 2008, fundou a companhia Gteatro, juntamente
com Anna Carvalho e Carlos Piecho. Como é que surgiu a ideia de fundar a
companhia?
N.D.N: Após o término de um projeto onde
trabalhávamos os três, numa luzidia manhã de um domingo de Maio tive uma
autêntica epifania (um pouco lírica a descrição, mas à distância é assim mesmo
que me parece): convidei o Carlos Piecho, com quem já trabalhava há mais de dez
anos, a criar o nosso próprio projeto. Queríamos mais uma pessoa e convidámos a
Anna Carvalho.
M.L: Que balanço faz do percurso que a companhia tem feito,
desde a sua fundação até agora?
N.D.N: Obviamente oscilante
com o panorama político nacional, mas sempre assente no princípio do
auto-sustento. Nunca fomos uma companhia de repertório comercial, temos um
universo próprio e temos como lema “O teatro vai”. O amadurecimento foi
uma consequência natural da passagem dos anos, houve ajustes no nosso trabalho,
em nós, entre nós, já várias pessoas passaram por mim e pelo Carlos e todas
deixaram um legado positivo.
M.L: Qual foi a pessoa que mais a marcou, até agora,
durante o seu percurso como atriz?
N.D.N: Várias pessoas marcaram o meu percurso, duas
delas definindo-lhe pontos de viragem (Carlos Piecho e José Pinho) e uma muito
especial, apoiando-me nas minhas decisões (a minha Mãe).
M.L: Qual o conselho que daria a alguém que queira
ingressar numa carreira na representação?
N.D.N: Mais vale tentar nem que depois se tenha de arrepiar caminho, do que passar uma vida inteira a dizer “O meu sonho era ter sido
ator…”.
M.L: Quais são os seus próximos projetos?
N.D.N: O meu próximo
projeto, já quase a estrear (estamos já nos ensaios gerais) é o meu filho
Vicente.
Entretanto, outros projetos
de palco e cinema avançarão, há sempre uma fila deles.
M.L: Qual é a coisa que gostava de fazer e não tenha
feito ainda nesta altura da sua vida?
N.D.N: Uma
longa-metragem.MLFotografia: Francisco Vaz Fernandes
terça-feira, 17 de junho de 2014
"Anjo/Negro"
Olá. O "Mário Lisboa entrevista..." têm o prazer de apoiar a curta-metragem "Anjo/Negro" de Pedro Horta (http://www.mlisboaentrevista.blogspot.pt/2013/09/mario-lisboa-entrevista-pedro-horta.html) e protagonizada por Sofia Reis (http://www.mlisboaentrevista.blogspot.pt/2011/12/mario-lisboa-entrevista-sofia-reis.html), cuja estreia vai decorrer ainda em 2014.
"Um dia de ensaios. Ana (Sofia Reis) mergulha num abismo. Conseguirá salvar-se?"
O seguinte trailer de "Anjo/Negro":
Mário Lisboa
segunda-feira, 16 de junho de 2014
"O Farrusco, o Telefone e Eu" no Centro Cultural da Malaposta até 25 de Junho
Olá. O "Mário Lisboa entrevista..." têm o prazer de apoiar o monólogo "O Farrusco, o Telefone e Eu" de Geraldine Aron, encenado por Mónica Leite e protagonizado por Maria Henrique, da qual está em cena no Centro Cultural da Malaposta em Odivelas até ao próximo dia 25 de Junho.
"Ângela (Maria Henrique), na casa dos 40 e qualquer coisa, procura uma nova forma de vida, um caminho para a felicidade, depois do seu marido Tó a trocar por uma rapariga mais nova.
O cão da filha, os papéis do divórcio à espera de serem assinados, os óculos que já se impõem a ser usados, uma boa dose de hipocondria, um saco de uma sex-shop recém-visitada…"
O cão da filha, os papéis do divórcio à espera de serem assinados, os óculos que já se impõem a ser usados, uma boa dose de hipocondria, um saco de uma sex-shop recém-visitada…"
Mário Lisboa
Mário Lisboa entrevista... Catarina Matos
Olá. A próxima entrevista é com a atriz Catarina Matos. Estreou-se na representação em 1983 com o musical "Annie" no Teatro Maria Matos, cuja encenação esteve a cargo de Armando Cortez, e desde aí tem desenvolvido um percurso como atriz que passa pelo teatro, pelo cinema e pela televisão (onde entrou em produções como "Cinzas" (RTP), "A Senhora das Águas" (RTP), "Amanhecer" (TVI), "Saber Amar" (TVI), "Coração Malandro" (TVI), "Mundo Meu" (TVI), "Nome de Código: Sintra" (RTP), "A Outra" (TVI), "Regresso a Sizalinda" (RTP) e "Pai à Força" (RTP). Além da representação, também é professora, estando a lecionar na escola Primeiro Ato que é especializada em Teatro Musical e, atualmente, está a participar na longa-metragem de ação "Salamandra". Esta entrevista foi feita no passado dia 4 de Junho.
M.L: Faz teatro, cinema e televisão.
Qual destes géneros que mais gosta de fazer?
C.M: Sem dúvida, Cinema, embora tenha feito pouco. É (em termos de interpretação) a área com a qual mais me identifico pelo absoluto domínio das emoções face ao enquadramento (tamanho do ator face ao ecrã) e horários de trabalho. Em televisão, o trabalho é muito rápido e por vezes algo insatisfatório: “Mais dois takes e a minha interpretação seria excelente, penso!”. O único inconveniente do Teatro (em Portugal) tem a ver com as horas de apresentação. Não sendo notívaga (e apreciando acordar em sintonia com o sol) tenho alguma dificuldade em ter o “pico de energia” necessária para arrebatar o público às 21h30 (hora a que já encerrei os “sistemas”). Arrebato, mas “rebento-me toda”!!!
M.L: Qual foi o trabalho que mais a marcou, até agora, durante o seu percurso como atriz?
C.M: Marcam-me (normalmente) as personagens mais intensas, os trabalhos mais exigentes e aqueles raríssimos momentos de verdade e entrega absolutos em que sinto que a interpretação foi brilhante (o texto certo, a personagem certa, a contracena (com o ator/atriz) certa, o realizador certo a apanhar os melhores momentos, o melhor cameraman a enquadrar esses momentos, a melhor música a dar corpo ao momento (Não é fácil acontecer e depende de tantos…). Saliento a minha participação em “Às Vezes Neva em Abril” no Teatro Aberto sob direção do ENORME João Lourenço (algures no início dos anos 90) em que houve dias em que a interpretação foi de tal maneira intensa que no final do espetáculo não me conseguia sequer lembrar do que tinha feito (de tal modo deixei de ser eu!). Também gostei da personagem Dirce Santos na telenovela “A Outra” (para a TVI) por me ter dado gozo a composição de uma personagem tão distante (e histriónica). No coração, tenho a minha estreia em 1983 no musical “Annie”. Com 11 anos, foi a concretização de inúmeros sonhos: para além de poder representar, cantar e dançar profissionalmente pude fazê-lo ao lado de nomes como Nicolau Breyner, Armando Cortez, José Raposo, Manuela Maria, Noémia Costa, Rita Ribeiro, Maria João Abreu (foi também a sua estreia!)… Aprendi muito…
M.L: Como lida com a carga horária, quando grava uma telenovela?
C.M: Gosto muito de ter de estar no estúdio às 8h00 da manhã e sair às 8h00 da noite ainda que isso implique 12 horas de texto sabido, correrias, mudanças de roupa e um esgotamento absoluto de sentimentos, energia e emoções. Cansam-me mais as esperas entre cenas (que chegam a duas ou três horas…).
C.M: Sem dúvida, Cinema, embora tenha feito pouco. É (em termos de interpretação) a área com a qual mais me identifico pelo absoluto domínio das emoções face ao enquadramento (tamanho do ator face ao ecrã) e horários de trabalho. Em televisão, o trabalho é muito rápido e por vezes algo insatisfatório: “Mais dois takes e a minha interpretação seria excelente, penso!”. O único inconveniente do Teatro (em Portugal) tem a ver com as horas de apresentação. Não sendo notívaga (e apreciando acordar em sintonia com o sol) tenho alguma dificuldade em ter o “pico de energia” necessária para arrebatar o público às 21h30 (hora a que já encerrei os “sistemas”). Arrebato, mas “rebento-me toda”!!!
M.L: Qual foi o trabalho que mais a marcou, até agora, durante o seu percurso como atriz?
C.M: Marcam-me (normalmente) as personagens mais intensas, os trabalhos mais exigentes e aqueles raríssimos momentos de verdade e entrega absolutos em que sinto que a interpretação foi brilhante (o texto certo, a personagem certa, a contracena (com o ator/atriz) certa, o realizador certo a apanhar os melhores momentos, o melhor cameraman a enquadrar esses momentos, a melhor música a dar corpo ao momento (Não é fácil acontecer e depende de tantos…). Saliento a minha participação em “Às Vezes Neva em Abril” no Teatro Aberto sob direção do ENORME João Lourenço (algures no início dos anos 90) em que houve dias em que a interpretação foi de tal maneira intensa que no final do espetáculo não me conseguia sequer lembrar do que tinha feito (de tal modo deixei de ser eu!). Também gostei da personagem Dirce Santos na telenovela “A Outra” (para a TVI) por me ter dado gozo a composição de uma personagem tão distante (e histriónica). No coração, tenho a minha estreia em 1983 no musical “Annie”. Com 11 anos, foi a concretização de inúmeros sonhos: para além de poder representar, cantar e dançar profissionalmente pude fazê-lo ao lado de nomes como Nicolau Breyner, Armando Cortez, José Raposo, Manuela Maria, Noémia Costa, Rita Ribeiro, Maria João Abreu (foi também a sua estreia!)… Aprendi muito…
M.L: Como lida com a carga horária, quando grava uma telenovela?
C.M: Gosto muito de ter de estar no estúdio às 8h00 da manhã e sair às 8h00 da noite ainda que isso implique 12 horas de texto sabido, correrias, mudanças de roupa e um esgotamento absoluto de sentimentos, energia e emoções. Cansam-me mais as esperas entre cenas (que chegam a duas ou três horas…).
M.L: Em 2008, participou na telenovela
“A Outra” que foi exibida na TVI, da qual interpretou a personagem Dirce
Santos. Que recordações guarda desse trabalho?
C.M: Como em tudo, boas e más! Uma das melhores foi o dia em que a produtora (Rosa Guerra) me ligou, após o casting, a dizer que tinha sido selecionada. Depois, veio a terrível sensação de que não tinha nada a ver com esta personagem: uma cozinheira, vidente, angolana… Sou portuguesa, educada dos 3 aos 18 anos no Colégio Moderno (o do Mário Soares), fruto da classe média-alta (Pai médico-cirurgião, Mãe especialista em Educação, embaixadora para a Unesco…) em tudo o oposto da personagem. Acabei por compor a Dirce algo histriónica, mas realista. O público gostou! Diverti-me muito a fazer e dizer o que jamais diria ou faria na minha vida. Como sabe, o nome da minha profissão tanto em Francês (Jouer), como em Inglês (to Play)-(Brincar, brincar, brincar). Foi o que fiz com esta personagem.
M.L: Qual foi o momento que mais a marcou, até agora, durante o seu percurso como atriz?
C.M: O início, em 1983! Para uma criança que cresceu a ver filmes com o Fred Astaire, John Wayne e Errol Flynn, a possibilidade de concretização do sonho de também “sonhar e representar” é o momento mais marcante da minha vida!!!
M.L: Como vê, atualmente, o teatro e a ficção nacional?
C.M: Quanto à Televisão, acabo por ver mais ficção estrangeira (tanto filmes, como séries), não seguindo tanto quanto gostaria a ficção nacional. Quanto ao Teatro, e por ser Professora numa escola de Teatro Musical, tenho dado por mim, nos últimos anos, a procurar e a ver mais este Género que me fez Atriz, e que ainda está em estado embrionário. De resto, confesso-me como uma “fã” de filmes de ação, fruto de anos de trabalho físico e cultura familiar (e o género também está pouco desenvolvido em Portugal)… Não resisto a ver cerca de 3 filmes por dia…
C.M: Como em tudo, boas e más! Uma das melhores foi o dia em que a produtora (Rosa Guerra) me ligou, após o casting, a dizer que tinha sido selecionada. Depois, veio a terrível sensação de que não tinha nada a ver com esta personagem: uma cozinheira, vidente, angolana… Sou portuguesa, educada dos 3 aos 18 anos no Colégio Moderno (o do Mário Soares), fruto da classe média-alta (Pai médico-cirurgião, Mãe especialista em Educação, embaixadora para a Unesco…) em tudo o oposto da personagem. Acabei por compor a Dirce algo histriónica, mas realista. O público gostou! Diverti-me muito a fazer e dizer o que jamais diria ou faria na minha vida. Como sabe, o nome da minha profissão tanto em Francês (Jouer), como em Inglês (to Play)-(Brincar, brincar, brincar). Foi o que fiz com esta personagem.
M.L: Qual foi o momento que mais a marcou, até agora, durante o seu percurso como atriz?
C.M: O início, em 1983! Para uma criança que cresceu a ver filmes com o Fred Astaire, John Wayne e Errol Flynn, a possibilidade de concretização do sonho de também “sonhar e representar” é o momento mais marcante da minha vida!!!
M.L: Como vê, atualmente, o teatro e a ficção nacional?
C.M: Quanto à Televisão, acabo por ver mais ficção estrangeira (tanto filmes, como séries), não seguindo tanto quanto gostaria a ficção nacional. Quanto ao Teatro, e por ser Professora numa escola de Teatro Musical, tenho dado por mim, nos últimos anos, a procurar e a ver mais este Género que me fez Atriz, e que ainda está em estado embrionário. De resto, confesso-me como uma “fã” de filmes de ação, fruto de anos de trabalho físico e cultura familiar (e o género também está pouco desenvolvido em Portugal)… Não resisto a ver cerca de 3 filmes por dia…
M.L: Gostava de fazer uma carreira
internacional?
C.M: Claro e continuo a participar em projetos, embora não se possa chamar a isso “uma Carreira”. Está para estrear um filme na Austrália intitulado “The Second Coming” (http://www.imdb.com/title/tt2678700/?ref_=nm_flmg_act_1). Fiz Cinema em Inglaterra (“Walk In The Night City”), teatro em Itália e França (“La Principessa di Fez” (eu era a Principessa) e “Macbeth”), gravei nos EUA (“Ferry Street”), filmei em Angola (O Herói (2004), http://www.imdb.com/title/tt0424142/?ref_=nm_flmg_act_10, um filme premiado no Festival de Sundance), gravei em São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, trabalhei com encenadores franceses, espanhóis, ingleses, argentinos…
M.L: Em 2014, celebra 31 anos de carreira, desde que se estreou como atriz com o musical “Annie”, no Teatro Maria Matos em 1983. Que balanço faz destes 31 anos?
C.M: Fiz sempre TUDO o que me era possível e não tenho arrependimentos!!! Por esta altura, talvez devesse estar profissional, social e economicamente mais “à frente”. Entre a falta de apoio que as Artes em geral têm, pela parte do Estado (tanto ao nível do apoio, como do reconhecimento e da educação de Públicos), como dos preconceitos que acabam por restringir o acesso a determinados papéis ou projetos, creio que estou onde só podia estar. Continuo a minha formação (estou agora em processo de Doutoramento, sempre à procura de saber mais e me tornar melhor) e creio que já terei formado, encaminhado e inspirado bastantes novos Atores para me sentir muitíssimo realizada. Tenho projetos: estou, neste momento, a preparar-me para o meu primeiro filme de Ação intitulado “Salamandra” (https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1488537154712755&set=a.1479704418929362.1073741828.1477184135848057&type=1&fref=nfAssim), e contínuo a dar aulas na Primeiro Ato-Escola de Musicais (http://www.primeiroacto.com/). Assim, o meu balanço é positivo: faço diariamente o que gosto e tenho, diariamente, a possibilidade de transmitir todo o meu amor por esta arte. Sim, o balanço é muito positivo!
M.L: Este ano vai fazer 43 anos. Como é que se sente ao chegar a esta idade?
C.M: Muito bem!!! Ignoro os preconceitos, pois sei que não me são aplicáveis. Pelo lado externo, estou muitíssimo bem fisicamente: faço espargatas e “Aranhas” sem aquecimento, corro 5 km sem dificuldade, não tenho rugas nem cabelos brancos… Pelo lado psicológico, creio até que já vivi mais do que os 43 anos, e não há experiência, boa ou má, que me faça deixar de sentir uma criança ainda com tudo por aprender. Na realidade penso pouco na idade, tão pouco que, quando ma perguntam, tenho que fazer contas (será já da idade?!?). Vivo intensamente cada dia, desejando viver sempre mais e mais. Idade??!??
M.L: Quais são os seus próximos projetos?
C.M: Estou, neste momento, em fase de treinos e coreografias para o filme “Salamandra”, e estou a orientar os meus alunos para os Exames da Trinity que farão no final do próximo mês.
C.M: Claro e continuo a participar em projetos, embora não se possa chamar a isso “uma Carreira”. Está para estrear um filme na Austrália intitulado “The Second Coming” (http://www.imdb.com/title/tt2678700/?ref_=nm_flmg_act_1). Fiz Cinema em Inglaterra (“Walk In The Night City”), teatro em Itália e França (“La Principessa di Fez” (eu era a Principessa) e “Macbeth”), gravei nos EUA (“Ferry Street”), filmei em Angola (O Herói (2004), http://www.imdb.com/title/tt0424142/?ref_=nm_flmg_act_10, um filme premiado no Festival de Sundance), gravei em São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, trabalhei com encenadores franceses, espanhóis, ingleses, argentinos…
M.L: Em 2014, celebra 31 anos de carreira, desde que se estreou como atriz com o musical “Annie”, no Teatro Maria Matos em 1983. Que balanço faz destes 31 anos?
C.M: Fiz sempre TUDO o que me era possível e não tenho arrependimentos!!! Por esta altura, talvez devesse estar profissional, social e economicamente mais “à frente”. Entre a falta de apoio que as Artes em geral têm, pela parte do Estado (tanto ao nível do apoio, como do reconhecimento e da educação de Públicos), como dos preconceitos que acabam por restringir o acesso a determinados papéis ou projetos, creio que estou onde só podia estar. Continuo a minha formação (estou agora em processo de Doutoramento, sempre à procura de saber mais e me tornar melhor) e creio que já terei formado, encaminhado e inspirado bastantes novos Atores para me sentir muitíssimo realizada. Tenho projetos: estou, neste momento, a preparar-me para o meu primeiro filme de Ação intitulado “Salamandra” (https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1488537154712755&set=a.1479704418929362.1073741828.1477184135848057&type=1&fref=nfAssim), e contínuo a dar aulas na Primeiro Ato-Escola de Musicais (http://www.primeiroacto.com/). Assim, o meu balanço é positivo: faço diariamente o que gosto e tenho, diariamente, a possibilidade de transmitir todo o meu amor por esta arte. Sim, o balanço é muito positivo!
M.L: Este ano vai fazer 43 anos. Como é que se sente ao chegar a esta idade?
C.M: Muito bem!!! Ignoro os preconceitos, pois sei que não me são aplicáveis. Pelo lado externo, estou muitíssimo bem fisicamente: faço espargatas e “Aranhas” sem aquecimento, corro 5 km sem dificuldade, não tenho rugas nem cabelos brancos… Pelo lado psicológico, creio até que já vivi mais do que os 43 anos, e não há experiência, boa ou má, que me faça deixar de sentir uma criança ainda com tudo por aprender. Na realidade penso pouco na idade, tão pouco que, quando ma perguntam, tenho que fazer contas (será já da idade?!?). Vivo intensamente cada dia, desejando viver sempre mais e mais. Idade??!??
M.L: Quais são os seus próximos projetos?
C.M: Estou, neste momento, em fase de treinos e coreografias para o filme “Salamandra”, e estou a orientar os meus alunos para os Exames da Trinity que farão no final do próximo mês.
M.L: Qual é a coisa que gostava de fazer e não tenha feito ainda nesta altura da sua vida?
C.M: Uiiiiiii!!! Gostaria de trabalhar com o Russell Crowe, Colin Farrell, Martin Scorsese, Meryl Streep, Ridley Scott, Al Pacino, Robert DeNiro… Também gostaria de fazer “ações” (mais do que gravar cenas sentada e inativa!!!) dando uso aos meus 20 anos de prática de desportos ao nível da alta competição (peçam-me agora uma espargata, mesmo sem aquecimento e eu faço!!!). Gostava de fazer muito mais cinema. E gostava de poder mudar o nosso panorama artístico bem como aumentar o grau de instrução do público fazendo-o mais crítico e exigente.
C.M: Gostava de ter sido… a Catarina Matos (com o talento da Meryl Streep, o sorriso da Julia Roberts, o ordenado da Angelina Jolie, o corpo da Ava Gardner ou Raquel Welsh, a aura da Marlene Dietrich, a doçura da Audrey Hepburn, o reconhecimento da Meg Ryan, a inteligência da Katherine Hepburn, a força da Michelle Rodriguez, a história familiar da Drew Barrymore, o ímpeto da Catherine Zeta-Jones, o brilho de Kate Hudson, a voz falada da Kathleen Turner, a voz cantada da Bernadette Peters ou da Jennifer Hudson, a capacidade de surpreender da Juliette Lewis)…ML
domingo, 15 de junho de 2014
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